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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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Desejados!!!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Tempos difíceis....

Faz tempo que eu vinha pressentindo que esse dia teria que chegar: o dia em que eu sentaria novamente na frente de uma pauta em branco do meu blog pra falar sobre tudo o que aconteceu e vem acontecendo nos últimos tempos.

Os tempos vinham sendo complexos... depois complicados... e então, eles começaram a ser difíceis. Espero que isso não seja um presságio, um mau agouro. Espero que as coisas não piorem e que eu possa reler esse post dando risada. Eu espero.

Hoje de manhã, os professores estaduais acabaram de aprovar em assembléia o final de uma greve que começou há pouco mais de um mês. É muito orgulho fazer parte de uma classe que lutou com todas as suas forças pela sua pauta de reivindicações, dentre as quais não se via melhorias de salário. Quero deixar registrado aqui, no caso de a minha memória histórica vir a falhar algum dia - e eu sei que vai, porque vive falhando - que não foi por melhores salários que os professores marcharam pelas ruas do centro cívico de Curitiba (50 mil, dizem os números). O governo Beto Richa, reeleito com 56% dos votos, quebrou o estado. Em um vídeo de campanha da reeleição, ele diz, nas palavras dele logo depois de reeleito "com as finanças em ordem, com a casa em ordem". Quando perguntado "Tem dinheiro no caixa?" ele diz "Vai ter dinheiro no caixa, nós saneamos as finanças, com a receita que tivemos, vai sobrar mais caixa para os investimentos que queremos". Mentia descaradamente. Tanto que, depois de ver o vídeo de novo, (espero que ainda esteja no ar: https://www.youtube.com/watch?v=48PfTL3u_KM) fico pasma de não termos percebido antes a baita mentira no engasgo da fala dele. 2015 chega e o governador propõe uma comissão geral que analisaria e votaria, em regime de urgência e sem passar pela assembléia legislativa, o que começamos a chamar de "pacotaço": um pacote de medidas austeras para socorrer a situação financeira do estado. Ué, pensamos todos... mas não tinha dinheiro no caixa?

Não cabe rezar a lista dos absurdos propostos pelo desgovernador, como passarei a chamá-lo daqui pra frente. Mas é possível ter uma ideia lendo este artigo http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/02/entenda-o-pacotaco-apresentado-pelo-governo-do-parana.html. Foi aí que a magia aconteceu: finalmente, depois de anos me dando vergonha, a APP deflagrou greve geral, com maciça adesão dos professores estaduais. Em pouco tempo, os entornos da ALEP foi tomada por professores de todos os cantos do estado e, quando vimos, estas pessoas tinham ocupado - não invadido, ocupado - o interior da ALEP. Durante um mês e alguns dias, esses professores brigaram: contra o governo que, em primeiro lugar, se negou a dialogar, depois, na figura do desgovernador, se escondeu e mandou os subordinados resolverem a situação e, como se isso não bastasse, mentiu descaradamente na tentativa de sujar a luta dos professores; brigaram contra os pais que não compreendiam que a luta não era por salário, mas pela manutenção de seus direitos e por condições mínimas de trabalho; brigaram contra alunos que, de repente, queriam voltar pra escola porque "era seu direito" - como se por "seu direito" não fosse também prestar atenção na aula, respeitar o professor, participar da aula e contribuir de forma a crescer intelectualmente enquanto indivíduo e quanto grupo.... E, julgo eu, venceram quando o governo finalmente recuou da decisão de levar adiante a comissão geral... depois recuou nos cortes dos benefícios dos servidores... e, por fim, depois que o governo federal considerou inconstitucional, recuou de querer meter a mão no dinheiro da previdência.

Aos professores estaduais se juntaram DETRAN, setores da saúde e professores universitários.Eu mesma fui diretamente atingida pelas desgovernices do desgovernador pois, sendo professora PSS da Unioeste, não fui chamada por motivos de "não vamos chamar PSS pra cobrir licença maternidade de professor - os alunos que comecem o ano sem professor e recuperem depois". Essa era a política do desgovernador: educação pública, gratuita, mas sucateada e feita com gambiarra.

Em meio a tudo isso, o país passa por uma crise política e econômica que eu jamais tinha visto, nem na época de Collor - mas também, eu nem entendia nada em 1991. Vinte e poucos anos depois, estou aqui, vendo perplexa a oposição baseada em princípios políticos e econômicos se tornando em oposição baseada no ódio a um partido, no ódio a uma mulher, como se corrupção nunca tivesse existido no país. Como se partidos como PMDB/PSDB/PSC/PP fossem muito mais santos que PT quando, na verdade, todos se renderam à baixaria e corrupção. Política, hoje, no Brasil, é sinônimo de bandidagem. Mas as pessoas existem em justificar erros do partido A por causa de erros do partido B. "Ah, é bem verdade que partido A fez isso e aquilo, mas olha só o que o partido B fez"; e se acham politizados.

E ahora estoy aqui queriendo convertir los campos en ciudad, mesclando el cielo con el mar...

Tô aqui, em coesão e nem coerência, tentando entender como as pessoas que se dizem politizadas consegue combinar "povo na rua" e "intervenção militar já" em um mesmo cartaz - porque as pessoas hoje em dia têm feito isso, acredite, meu futuro eu ou meu futuro leitor... Tô tentando entender como as pessoas querem um impeachment achando que o candidato vencido no segundo turno das eleições assuma - como se não houvesse uma ordem das coisas, e essa ordem aponta pra pessoas ainda mais suspeitas do que a própria presidente. Gente que perde o jogo e não quer mais brincar, quer levar a bola pra casa.

Houve um tempo na minha vida em que eu defendi totalmente o oposto do que defendo agora (isso parece música do Raul - MAS NÃO É). Hoje, eu entendo que existe uma terceira via. Que, apesar de concordar com alguns pontos defendidos pela direita, eu também concordo com muitos pontos da esquerda. Hoje, eu reconheço... eu sei que a minha postura frente a algumas situações são resultados das pessoas e das leituras que foram me construindo, as quais eu também construí. É claro que eu penso que estou mais certa do que os outros.... mas eu poderia estar tão errada assim?

Só sei que o sentimento hoje foi de medo, meu coração se afundou um pouquinho hoje, de ver tanta gente cheia de ódio, cheia de acusação sem fundamento, cheia de opinião rasa...

Dilma é PT
Beto Richa é PSDB.
E o Brasil tá virado num ódio só.

Alguns links pra matar a saudade:
1. Sobre o camburão que teve que levar os deputados a salvo na ALEP: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/coluna-do-reinaldo-de-almeida-cesar-o-caveirao-do-chorume/
2. Sobre o Richa sentar na jaca e tomar um NÃO do governo federal em relação ao pretendido roubo à Previdência: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/confisco-de-r-8-bilhoes-da-paranaprevidencia-e-ilegal-diz-parecer-do-governo-federal/
3. Sobre os 30 mil professores guerreiros lutando pela educação no Paraná: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/a-greve-continua-aprova-assembleia-com-30-mil-educadores/
4. Sobre o impeachment da Dilma e do Beto: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/veja-essa-com-o-couro-jurado-richa-se-diz-contra-o-impeachment-de-dilma/


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem de caixinha: organizador e poás


Esse mini organizador (meu deus, eu PRE-CI-SO estudar a nova ortografia porque nunca sei o que juntou, o que ficou separado e o que ainda tem hífen) eu fiz numa tarde de vadiagem. Abri o guardarroupa (aimeldels, com dois R?) e tinha lá duas caixinhas de pisca-piscas que eu comprei pra usar como luminárias no meu quarto. Tinha uma caixinha organizadora rosa de bolinhas marrons ao lado da minha cama, com trocentas coisas jogadas dentro dela... aí pensei... por que não juntar essas duas caixinhas e fazer uma só?

Cortei as abinhas dos lados e guardei a tampa das caixinhas.
 Juntei tudo com papel contact de poá (aiqueamor). 
Usei as tampas como divisórias dentro do ~organizador~.

Ficou assim:

E depois assim:
pílulas, remédios, cabos que preicsam estar à mão quando me deito ou me levanto:
tudo dentro do organizador, tudo no seu nicho certinho.

Daí, foi só por ao lado do lixinho de poá que eu ganhei da Amandoim.
E ficou lindo.


3Ps: Pranchetas, Pisca-picas e Potes de vidro

Tirando as teias do blog por aqui... tanta coisa pra contar, tanta coisa que aconteceu... tanta coisa que eu quero eternizar. Porém, contudo, entretanto, escolhi postar uns DIY que eu andei fazendo nesse tempo em que não postei nada em nenhum dos meus blogs queridos.

Encapei duas pranchetas com papel contact preto e de bolinhas. Uma caixinha de leite condensado também encapada. As três peças ganhara fitas adesivas dupla face e foram parar do lado do meu guarda-roupa, por onde passo todos os dias. Portanto, sou obrigada a ver o que está escrito lá. Confesso que foi muito útil no final da facul, quando eu tinha milhões de coisas pra fazer e lembrar... porém agora tá lá com recadinhos fofoletes das migas que foram passar uns dias lá em casa nesse começo de ano.


Potes de vidro como porta-retratos (tá ali, gente, não sei se dá pra ver) e pisca-piscas como muminárias dentro (enfiei a sobra dos pisca-piscas dentro de uma garrafinha de Smirnoff Ice ehehehehe).  Ficou lindo e super romântico/confortável.


PS: nenhuma das ideias são minhas. As ideias originais eu vi em trocentos blogs por aí.

domingo, 4 de agosto de 2013

Só pra não esquecer desse poeminha lindo

Contraponto!

Não!
Por favor
Não ria
Não se mova
Não vire
Não estrague
Este momento!

Você
É o poema
Que estou
Lendo!


João Fernandes Lucho Melgarejo

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amigos...

Quando você tá lá querendo largar tudo e jogar os milhões de trabalhos da facul pro alto, os amigos são um dos motivos que não te deixam desistir. Aí você quer ir pra facul só pra dar aquelas risadas nos intervalos da aula. XD

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mais do mesmo.

Aí um dia você tá lá fazendo nada e começa a pensar na vida, né. E pensar na vida é sempre deprimente, porque você pode até começar a pensar nas coisas boas da vida, mas sempre acaba voltando seus pensamentos para aquela parte da sua vida que não tá lá essas coisas.

É.

No meu caso, é sempre a vida amorosa desastrosa afetiva. Fico imaginando qual é o meu trauma ou qual foi o meu percurso de vida pra eu sempre acabar voltando pra esse mesmo assunto todas as vezes em que resolvo filosofar a respeito - só terapia resolve?

Ah, cultura, essa vadia sem coração (vamos parafrasear o Sheldon, porque não tá fácio, vio). Por mais que a gente entenda que algumas coisas são socialmente construídas, por mais que a gente saiba que a nossa felicidade não deveria depender de ninguém... por mais que (ad infinitum). A gente é criado ouvindo que tem que casar e ter filhos pra ser feliz, que tem que ter a sua casa e o seu carro com determinada idade. Mas vai dizer isso pra realidade?

Daí entra ano, sai ano e eu vendo as pessoas se encontrando, sendo felizes, se separando e encontrando outras pessoas e sendo felizes de novo. Não devo ser a única pessoa a se sentir assim, mas provavelmente sou uma das únicas pessoas no meu grupo de amigos.  Será que sou eu me boicotando?

E meio que dá um desespero, de novo, por causa da idade, né. A merda do relógio biológico apitando no seu ouvido, só pra variar. E, não adianta, você começa a fazer comparações. Fulana nessa idade tá assim, Ciclana nessa idade tá assado, Beltrana tá daquele jeito. Por mais que eu saiba que, tem horas que é impossível não pensar sobre. Desesperador. De-ses-pe-ra-dor. Além de frustrante por não saber exatamente o que estou fazendo de errado e qual a maneira certa de agir - se é que ela existe, e assustador por não ter nada no horizonte pelo que continuar andando.

Esse desespero, essa frustração, esse medo... eles ficam lá escondidos em algum lugar de mim a maior parte dos dias... Mas tem vezes que esses sentimentos vêm pra superfície e a impressão é de ser uma loser. Tudo isso somado à consciência da passagem do tempo e a insuportável ideia de que as coisas boas vão acabar - faculdade (e quando digo faculdade, não me refiro só à sala de aula, mas às pessoas todas envolvidas), minha mãe, morar com meu irmão... Acho que não cresci. Vish, véi, que dor e que peso no meu coração.

Ao mesmo tempo eu sei que algum mecanismo psicológico que eu desconheço vai entrar em ação e vai me fazer esquecer tudo isso. Pelo menos ao longo da semana. Ou por algum tempo. Vai funcionar como se fosse uma anestesia, e eu nem sei se isso é bom ou ruim, essa maquiagem emocional... Citando Admirável Mundo Novo... os meus ~somas~ particulares. Quem sabe minhas séries ou minhas músicas que ouço no fone de ouvido. Ou a própria Internet. Esses são os meus somas.

Aí ó... tá vendo? Tô aqui divagando e já esqueci  essas bobagens que tanto me chateiam lá de vez em quando.

domingo, 21 de abril de 2013

Coisas lindas de uma semana de abril.

Oi, gente... acabei de faxinar por aqui, tirei poeira, teias de aranha... podem escolher um lugar pra sentar, fiquem à vontade. (aloka, achando que tá falando com alguém)

Essa semana merece menção honrosa nesse blog, uma vez que vai ser difícil repetir a montanha-russa de coisas que aconteceram....

Em primeiro lugar, tá fresquinho, quase frio. Amo.

Em segundo lugar, nunca estudei tanto na minha vida quanto este último final de semana passado. Eu sei que estudante vive reclamando e se achando o coitado. Mas, sem cair no "mimimi coitadinha de mim", eu queria deixar aqui registrado os três textos fichados e uma organização de seminário (f.u.d.i.d.o) durante o último sábado e domingo, que quase não me deixou respirar. Embora eu tenha passado o final de semana inteiro em função da facul, terminei o domingo com a sensação de missão cumprida. Que gostoso, isso.

Na segunda-feira à noite, reunião da formatura. Problemas, problemas, problemas. Falta de contratos assinados, falta de pessoas pra completar o número certo de contratantes de formatura, discussão sobre como fazer para juntar o $$ que falta - tudo isso poderia ter sido evitado se. SE. Mas, no final, é bom contar com as pessoas que estão unidas pra fazer com que essa formatura aconteça. Estamos em onze ou doze - e não mais em vinte. Mas não importa, uma vez que essas doze pessoas valorizam DE FATO esses quatro anos. A maioria de nós já teve experiências em outros cursos universitários. Sabemos das diferenças entre um ou outro curso. Sabemos que Letras Unioeste MCR não é livre de falhas - mas valorizamos o esforço de professores que merecem e, principalmente, valorizamos nosso esforço, ainda que algumas pessoas façam questão de diminuir o curso de Letras, os nossos professores e, lógico, o nosso esforço. Para estas pessoas, eu gostaria de dizer que.

A terça-feira foi corrida porque juntar os três textos fichados em um texto só foi PHODA. E eu tenho que dar um jeito na hora do almoço ou na madrugada, né. Não tem jeito, fui lá e fiz.

Quinta-feira foi estressante porque o seminário de Estudos Linguísticos II foi totalmente diferente do que já tínhamos feito em todos esses anos na facul, a responsa era grande e não queríamos falhar. No fim, tudo sempre dá certo. Pelo menos 95% das coisas dão certo, e olhando pras estatísticas, a gente não tem do que reclamar. Os outros 5% a gente usa como válvula de escape de toda tensão e desce a lenha nas pessoas que não ajudaram ou colaboraram da forma como deveriam para que o trabalho fosse 100% perfeito. Ótima terapia falar mal dos outros, todos devíamos admitir que o fazemos e deixar de sermos hipócritas.

Toda essa tensão pra chegar na sexta-feira com excelentes notícias sobre a gravidez da Amanda (que é uma gravidez coletiva, todos estão grávidos junto com ela e descobrimos que vamos ter um MENINOOOOO), excelentes notícias acadêmicas e com excelente companhia. Estive pensando no que foi essa sexta-feira e cheguei à conclusão de que eu adoro quando tá todo mundo reunido lá em casa, uns no sofá-cama aberto, outros nas cadeiras de bar, um sentado na cadeira confortável do Leo, outros no chão nas almofadas.

Outra coisa legal é que o Leo finalmente tomou vergonha na cara deslavada dele e criou um blog, o Apartamento 05. Vou por a leitura do blog dele em dia assim que clicar em "publicar" este post aqui.

E, pra comemorar que não teríamos toda essa correria durante a próxima semana, cachorrro-quente e mojitos da Daia lá em casa neste sábado à noite, que foi noite de Luluzinhas já que namorados não estavam presentes e Leo estava em Palotina. Taís foi junto e ficamos lá falando de Luluzices e comentando a repercussão dos fatos da semana - pq a gente é desprezível e fala da vida dos outros.

Ai, quero mais vezes. Torço demais pra que, depois de semanas como esta, eu possa me reunir com estas pessoas de novo, sem cobrança, sem obrigação, sem culpa, só aproveitando a companhia um do outro enquanto é possível, rindo quando tiver que rir, levando a sério o que tiver que ser levado...

Cito uma parte do post do Moisa de hoje, que á pra terminar (no final, ele tenta vender o Fiat Uno dele, mas eu suprimi essa parte. Quem estiver interessado no Unão da Amands e do Moisa, deixa comentário ahahahha):
"Desde quando amizade é o nome que se dá àquela obrigação que julgamos que os outros (nossos amigos) têm de suportar nosso mau humor, nossa ranhetice? Alguém um dia inventou que amigo é o cidadão sobre o qual descontamos nosso saldo negativo com o mundo, e o cara tem que ficar quietinho, porque, afinal, somos amigos. Como se fôssemos tão legais que, mesmo agindo feito filhos da puta 90% do tempo, nosso lado gente boa compensasse e equilibrasse a balança. Isto é: se durante 364 dias eu for um pau no cu, posso me redimir no dia que sobra. Basta agir com camaradagem perante os “verdadeiros amigos” (aqueles que posso ofender à vontade). "

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Viagens!

Definitivamente, 2012 foi o ano em que eu mais viajei na minha vidinha. Então, pra eternizar o fato, lá vai a retrospectiva 2012 de viagens da Lu.

2012/fevereiro: Curitiba.
Viajei com o Ubi, a Ana e a Paty e ficamos hospedados na casa do Emmerlindo, com quem fomos a diversos lugares, com destaque para Bar do Alemão (e DOIS submarinos cada um) e Sláinte (onde nos acabamos de dançar). Também participamos da Zombie Walk de Curitiba e ainda assistimos alguns shows de Rockabilly. Que amor! Uma das viagens mais legais que eu já fiz na minha vida!


2012/agosto: Sampa
Viajei com o pessoal de Letras e ficamos hospedados no Hostel Sampa Downtown. Visitamos o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca, o Museu do Ipiranga e o Museu Paulista, o Mercado Municipal e a Bienal do Livro. Ainda deu tempo de correr pra ver a Galeria do Rock e a feirinha na Liberdade. Foi uma viagem que a gente mesmo do Centro Acadêmico de Letras organizou. Foi um stress organizar tudo, mas deu tudo tão certo no final que valeu demais a pena.


2012/setembro-25 a outubro/12: Alemanha (Landau)
Viajei com o pessoal da turma de alemão de Maripá (Karin, Stéfano, Andressa, Marlise, Anelise, Ana Paula) e com a Taís Lehn. Ficamos hospedados na casa da querida Heike Boos, em Billigheim, a alguns quilômetros de Landau. Já postei vários diários de bordo da viagem neste blog, mas ainda não consegui postar todos os lugares visitados. É por isso que não vou postar fotos agora... Dentre os que eu mais gostei, estão Heidelberg (embora o tempo tenha sido extremamente pequeno) e Allgau (ou, os alpes alemães) e os castelos do rei Ludwig II (Neuschwanstein, Hohenschwangau e Linderhof). Foi, também, a primeira vez que viajei de avião, a primeira vez que fui pra Europa... eu ainda não entendi muito bem o que aconteceu, mas aos poucos a ficha vai caindo (olha a idade). Visitamos também Sstrasburg na França e entramos um pouquinho na Àustria pra conseguir chegar nos castelos do Ludwig II.Uma das coisas mais legais foi caçar aquelas máquinas que transformavam moedas de $ 0,05 em medalhinhas com o nome e a imagem do lugar turístico visitado.

2012/ novembro - Atibaia/São Paulo
Viajei a trabalho para Atibaia para participar do Congresso Pedagógico Nacional da Wizard. Fiquei em um hotel super lindo. No final do Congresso, peguei um táxi até o Santuário onde minha tia Celita mora. Tive a feliz surpresa de encontrar outra tia que estava lá em retiro e jantamos juntas. Difícil admitir, mas eu gostei tanto desse encontro! No sábado, voltei pra São Paulo para pegar os ingressos pro show do KISS (no Estádio do Morumbi) e depois peguei a Paty no Tietê, pra gente bater perna pela Galeria do Rock e um poquinho de Avenida Paulista. Fomos pro hotel, dormimos um pouquinho pra de noite aguentar o show do KISS, que foi maravilhoso, mesmo sendo muito igual ao de 2009. No domingo, passamos o tempo no shopping e voltamos pra casa de noite.


2012/dezembro - Curitiba
Viajei com a Taís pra casa do Emmerlindo - de novo. Se eu pudesse, viveria visitando o Emmer. Se eu pudesse, me mudaria pra Curitiba e dividiria um ap com o Emmer, esse lindo. Várias pessoas estão fazendo falta aqui: Van, Paty, Leo... espero um dia voltar aqui com pelo menos um deles. Eu e Taís fizemos o passeio turístico pela cidade hoje: pegamos o busão no Mercado Municipal e só descemos quando chegamos na Ópera de Arame. Depois, fomos para o Parque Tanguá - mas eu enchi tanto o saco dela que não descemos até lá embaixo na pedreira. Ficamos sentadas falando sobre a vida, o universo e tudo mais enquanto soprava um ventinho bom demais. Depois, fomos almoçar no Madalosso, no bairro Santa Felicidade. É um restaurante super famoso, um dos maiores (se não o maior) da América Latina e eu e Taís nos embugamos de comiga ahahahaha. Pra terminar, descemos na Torre da Oi pra dar uma olhada geral na cidade lá de cima, mas a sensação de estar a não sei quantos metros do chão, pra mim, não foi legal. E um temporal estava se formando... então descemos e esperamos mais de meia hora para o nosso último embarque no ônibus turístico. Descemos na Rua XV, paramos e perdemos uma hora nas Lojas Marisa ahahahaha... e agora eu estou aqui postando tudo isso depois de um banho delicioso. Acho que de noite vamos no Bar do Alemão e no Sláinte (uuuuuuuuuuhuuuuul). Ontem, eu e Taís assistimos O Hobbit no Shopping Muller. Ainda não sei quando eu vou embora, mas estou aproveitando o máximo que eu posso. Posto fotos quanto estiverem no PC... ou faço um diário de bordo só com as fotos dessa viagem

Atualizando: Sláááááááááááááinte na quinta à noite com Erms e Taís, Muse Cover! Na verdade, não era essa a intenção quando a gente saiu pra ver a revitalização da Rua São Francisco... mas aí acabamos no Bar do Alemão com 3 submarinos cada um, falando inglês a noite toda... e decidimos ir no Sláinte. Aí, não tinha muita gente mas nos divertimos pra caramba. Conhecemos umas pessoas lá e foi interessante *_*. Agora são três e meia da manhã do sábado e a gente acabou de voltar do Crossroads, só tocou rock'n'roll ETA JESUS MARAVILHOSO. Hoje nem estragamos, mas a noite do Sláinte foi, como não para de dizer a Taís, legen (wait for it) daaaaaaaaaary!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Passou...

O desespero com os prazos e trabalhos pra entregar.

A frustração por não conseguir corresponder às expectativas de final de ano.

A raiva por ter que fazer um projeto de poesia bem nas duas últimas semanas de aula.

A dúvida sobre conseguir repor todas as aulas a tempo de todas as turmas, por causa da viagem à Alemanha.

 A sensação de incompetência por achar que não ia dar conta de tudo.

Em compensação, tem outras coisas que não passam... como a saudade.

Saudade de quem se foi pra sempre.

Saudade de passar o Natal e o Ano Novo com toda a família completa.

Só a saudade que não passa.


sábado, 24 de novembro de 2012

Dois por um.

Nem só malvada, nem só boazinha. Um pouco das duas coisas, e tudo misturado. Quer dizer tanto sobre mim e sobre todas as pessoas. Entendendo isso, a gente entende parte das atitudes e reações da gente e das outras pessoas. Fica mais difícil jogar a culpa nos outros -  a gente sabe que também tem culpa no cartório. A gente fica mais tolerante - eu também posso ter a mesma atitude e reação do Fulano.

Retrospectivas de final de ano... sempre faço uma no blog. Mas estes últimos dois meses... ah, quanta intensidade de conflitos emocionais nestes últimos dois meses. No fim de tudo, se eu pudesse resumir o que aprendi, é que... o que mais dói, o que é mais difícil - e necessário - de aceitar é que não é culpa de ninguém além de mim mesma. Eu fiz as escolhas, e somente eu devo assumir a culpa e as consequências das escolhas que eu fiz. Lógico, não errei sozinha. Lógico, não escolhi sozinha. Mas o que é minha parte de sofrimento e de culpa, eu aceito, porque eu fiz por onde.

Perder amigos, perder prazos, perder provas, perder nota, decepcionar amigos, decepcionar professores... eu fiz por onde.

"Ah, Lu, mas você não errou sozinha. Você não fez por querer... E tem que ver que esse ano não foi fácil pra ninguém..."
E daí?! O sofrimento é o mesmo, portanto eu aceito. Não faço de conta que nada aconteceu, porque o sofrimento é real demais pra ignorar que algo tenha acontecido.


Nem só malvada, nem só boazinha. Porque metade de mim é a Evil Queen, e a outra metade vai ser a Snow Queen, quando o verão passar e a temporada de bicar na piscina terminar, e eu puder tatuar novamente sem passar o terceiro verão seguido só do lado de fora, olhando o povo todo se divertir dentro d'água.



E vamo que vamo...