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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sonhos de uma noite de outono.

Hoje de madrugada eu sonhei com você. Você vinha me visitar e eu fui te buscar na rodoviária. A gente saiu de lá caminhando e você pegou na minha mão. Passamos por meus conhecidos e você colocou seu braço ao redor da minha cintura. Eu não sei explicar a felicidade que eu senti. A gente andava na avenida da cidade e tinha uma loja de rock. Tinha de tudo lá dentro, desde guitarras, amps, até livros e coisinhas pra presentes, camisetas de banda... Parecia uma loja de sapatos, com sofá pra gente sentar. Era um lugar de tatuagem também. Eu fiquei estarrecida por não saber que havia essa loja na cidade. Você achou o CD da sua banda favorita. Aquele que lançaram esse ano. Ficou com ele o tempo todo na mão. Você achou um conhecido. Ele era o dono da loja. Eu sentei no sofá da loja pra te esperar enquanto você conversava com seu amigo. Fiquei te olhando. Em algum momento, houve menção a você trabalhar nessa loja aqui, na cidade e você quis muito - outro momento que eu não sei explicar a felicidade. Você conheceu minha família. Minha mãe adorou você, você se deu tão bem com o meu irmão. A gente tomou café juntos.

De repente, a gente estava em uma praia com vários amigos, meus e seus. Uma das minhas partes favoritas desse momento foi quando a gente sentou no muro e ficou olhando as ondas quebrarem lá longe. Depois elas estavam mais perto. Até que a praia estava do outro lado do muro - era só pular. E a gente pulou. Teve partes engraçadas, teve partes em que eu tive ciúme. Teve partes em que a gente dormia junto e era tão bom.

Eu acordei quando você queria ir embora e eu não queria que você fosse.

Você foi, eu acordei. Vai ver o meu inconsciente me fez acordar pra não ficar sofrendo a sua falta no sonho. De que adiantou, se agora eu estou acordada e pensando na felicidade que eu só tive em sonho? No sonho, pelo menos, eu tive você pra mim antes de você ir. No sonho, era real. Acordada, eu só tenho uma rápida lembrança do que a gente poderia ser se. Se... Acordada, eu me dou conta de que não foi real.

Não era pra ser assim, não era esse o combinado. Era pra ser "leve". Mas tá sendo pesado lembrar do perfume dos seus cabelos compridos, cacheados, caindo nos meus ombros enquanto você me olhava nos olhos... tanto no sonho quanto na vida real.

Saco, viu.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Não é só uma tatuagem

Oi. Se você chegou até aqui pelo link do meu facebookson, significa que a gente se conhece. Talvez não pessoalmente, talvez sim. Mas se foi pela rede social, você provavelmente conhece as convicções que eu carrego comigo hoje em dia. Então, se você, por interesse, acaso ou acidente, acabar em outros posts deste mesmo blog, eu já peço de antemão: por favor, tenha paciência comigo. Entenda os posts como capítulos de um livro em que os personagens vão amadurecendo, aprendendo... se entendendo. Hoje eu sou quem sou porque passei por esses capítulos (alguns ridículos, outros menos). Por exemplo: eu já fui antifeminista. Pois é. Mas eu li. Eu vivi. Eu observei. Eu ouvi. Eu refleti. Eu aprendi. O que eu era há dez anos atrás eu provavelmente não sou mais. Ainda bem.

Mas você veio aqui por causa da tatuagem. Então deixa eu contar pra você a minha história. No final, talvez você entenda por que não é só uma tatuagem.

Desde pequena eu sabia que eu não me encaixava. Não tô falando isso pra ser a diferentona, a que não se encaixa. Tem gente que gosta de ganhar biscoito por ser diferentão, né? Só que é o seguinte: não é legal ser diferentona quando você tem pouca idade, é super tímida, gordinha, sardinhas no rosto, cabelo zoado, não consegue fazer amigos com facilidade, gosta de subir em árvore, ir pescar nos açudes do meu tio, jogar futebol etc. Ah sim, eu brincava de casinha também. Mas o legal era MONTAR a casinha. Depois que ela ficava pronta, não tinha mais graça fingir que a boneca era um nenê e "cuidar da casa". 

Não é legal ser diferentona porque, nessa idade, criança é fofa, mas cruel. E, que fique claro, crianças pequenas... e grandes. Daí que você ouve e sente um monte de coisa que fica guardado lá no fundo do seu coração. E a maneira como você vai trabalhando isso é quem você vai ser quando adulto. Ainda bem que, apesar do entorno, meus pais nunca me proibiram de ser quem eu era. Meu irmão nunca me xingou de "gorda". E eu cresci uma adolescente normal. Tímida, com todas essas coisas pra resolver dentro da cabeça, umas revoltas aqui, outras ali.

Até os doze anos, tava tudo mais ou menos normal. Amizade ainda era de infância. Depois dos treze, mano, que pesadelo. Ser diferentona ficou pior ainda, porque aí tinha que lidar com as meninas lindas da escola, os meninos lindos que só tinham olhos para as meninas lindas, aquela necessidade besta mas inerente da adolescência de ser aceito no grupo. Meu jeito de ser aceita era ser a inteligente da sala com quem todo mundo queria fazer trabalho junto. Inclusive as meninas populares e os meninos lindos. Nossa, como era legal.

Só que chega uma hora que você percebe, né. Pra determinadas coisas, você serve (se encaixa). Pra outras, não. Tinha gente que me zoava porque eu ficava na sala durante o recreio lendo os livros da coleção Vagalume. Eu não saía pras baladinhas na boatinha do clube. Eu não era convidada pras festinhas de aniversário.

Claro que eu tinha amigas. Várias. Dentro do nosso grupo, a gente era meio diferentona também. Então, a gente se entendia. Mas o que eu tô falando aqui é da minha jornada individual.

Chegou uma hora que esse desencaixe era tão evidente que eu não queria mais me encaixar mesmo. Não queria ser aquela que usava as amigas pra certas situações e pra outras, ignorava. Não queria estar com aqueles que debochavam dos outros.

No terceirão, eu me riscava com a lapiseira. Não porque eu era depressiva e queria morrer. Eu queria atenção? Provavelmente. Ninguém ligava ahahahaha. Mas me riscar e me marcar me fazia ainda mais diferente daquelas pessoas que EU NÃO QUERIA SER. Me riscar dizia coisas sobre mim que eu não tinha coragem ou não podia dizer.

E eu estava numa vibe bem rock and roll pesado. Todo mundo que eu não queria ser ouvia sertanejo, funk, axé, samba... E, apesar de ter passado por essas fases também, eu não queria saber daquilo não. Eu sentia que só o rock and roll me representava. Não as letras, necessariamente, mas a sonoridade agressiva. Eu não era agressiva, mas tinha tanta raiva de não sei o que, que só o rock and roll me acalmava por que a agressividade do som dizia o que eu sentia. E dá-lhe ouvir Kiss, Led Zeppelin, Iron Maiden, Metallica. Meu pai assinava Guitar Player e eu pirava naquele visual Head banger. Era diferente de tudo que eu via na cidade. Diferente de todo mundo que eu não queria ser. E tinha a Syoung. Vocês conhecem? Essa mesmo, da Casa dos Artistas. Que depois mudou o nome pra Syang. Ela era guitarristas do P.U.S. (Porrada Ultra Suicida) e a primeira referência feminina de headbanger que eu tive. E, olha só: cheia de tatuagem - e eu queria ser ela. Eu arrancava as páginas das Guitar Player do meu pai pra colar na capa dos meus cadernos. Todo mundo que eu não queria ser com caderno do Leonardo diCaprio e da Ana Paula Arósio. E eu com a Syoung na capa e Iron Maiden na contracapa. Kkkkkkk bons tempos.

Entre o terceirão e os dias de hoje, se passaram vinte anos. Muita coisa mudou em mim desde então. Eu tô mais aberta pra pessoas, eu aprendi a interagir. Eu peguei "a manha" da interação social. É só você saber o que as pessoas querem. E elas querem atenção. Receber atenção, não dar atenção. Porque dar atenção é muito mais difícil: tem que ficar ligado no que a pessoa tá te falando, tem que olhar nos olhos, pegar os detalhes, tem que se interessar genuinamente. Tire a prova: comece uma conversa com alguém. Pode ser no WhatsApp, no Messenger, no Tinder kkkkkkk. Enquanto você tá perguntando e fazendo a pessoa falar sobre ela, tá tudo legal. Dificilmente você encontra alguém que demonstra reciprocidade no interesse. Se você para de fazer perguntas, a conversa termina.

Mas isso é assunto pra um outro posto daqui a, sei lá, dois anos (a julgar pela frequência das minhas postagens nessa bodega kkkk).

Então eu tô lá, super interagindo com as pessoas. "Nossa, como  a Luciana é  extrovertida, sabe conversar".  Porém, internamente, eu continuo a mesma menininha tímida, sardenta, diferentona. Tem uma força dentro de mim que quer gritar e não pode porque foi socializada assim.

Não vão achar que eu me sinto uma coitadinha por causa disso. Pelo contrário. Eu sou mais forte por causa disso. Por ter essa consciência de quem eu sou. Hoje, eu consigo ter orgulho de quem eu sou.

Aí é que entram as tatuagens. Eu sempre soube que teria uma tatuagem. Pequenininha. Discreta. Mas teria. Ouvia as pessoas dizerem sobre o a"caráter" das pessoas tatuadas... "maloqueiros, vagabundos, bandidos, biscates, pecadores" ahahaahaha. Pe.ca.do.res. Ê bando de gente hipócrita kkkkkkkk.

Tinha algumas idéias desde o ensino médio e não conseguia me autoconvencer dessas ideias. Queria muito símbolo do Jimmy Page. Queria muito a logo do Kiss (kkkkkkkkkkkk). Mas nada de me convencer. Foi por isso que eu fiz a minha primeira tattoo apenas com 30 anos. Porque não podia ser qualquer coisa. Tinha que ter um sentido. Tinha que ter um propósito.

Não vão achar que eu desprezo quem faz tatuagem por estética ou jovem demais. Mas entendam que, pra mim, foi assim que funcionou.

Minha primeira tattoo foi um clichê tão grande, mas tão grande, que hoje eu dou risada. Mas na época, tinha que ter um sentido enorme, e só o símbolo do infinito parecia abarcar tudo o que eu sentia pela minha mãe, meu pai e meu irmão. Então fui lá fazer o infinito pequetitinho que era pra não desistir de dor no meio do processo.

Minhas segundas tatuagens foram dois lacinhos atrás das coxas gordinhas. Além da estética, eu curto demais rockabilly e os lacinhos foram uma homenagem aos laços familiares e de amizade que eu tinha e ainda tenho. Nesses laços eu levo nomes que eu jamais vou esquecer.

Depois, eu pus na cabeça que eu queria porque queria a madrasta da Branca de Neve. Mas só a madrasta, sem a Branca, não fazia sentido. Quando eu comecei a ler mais sobre meu signo (aí ó a diferentona racional que lê sobre signos), foi que eu vi um significado entre esse desejo de ter na pele dois personagens opostos: a boa e a má, a amável e a detestável, a que todos amam e a que todos evitam. Gêmeos, né, gente. Duas pessoas em uma só. Essa "instabilidade" que gera uma angústia em você, de não saber por que naquele momento você ama, mas depois odeia. Quer, mas não quer. "Vamo na festa/não quero ir mais". Puta que pariu, como isso cansa. Mas entender isso foi bem importante. De modos que tooooooome dor de tatuagem. 

Mas isso só não era o bastante. Chegou a hora em que essa compreensão veio mais elaborada. Sempre ouvi que eu era/sou nervosinha. Que, quando se tratava de justiça, eu sofria demais e discutia demais me esquentava demais, enfim... fervia demais... Por outro lado, algumas pessoas só conhecem meu lado docinho. Gêmeos de novo. Foi então que eu precisei ter na pele um lembrete de quem eu sou. Eu queimo de raiva, mas eu me derreto de amor. Então vamos de coração pegando fogo, com uma espada que representa o que eu mais prezo, e pelo que eu mais brigo: justiça.

Tava bom pra quem queria só uma tatuagem pequeninha e discreta? Não. Eu comecei a entender que essa era uma forma de expressar quem eu sou, já que eu não conseguia dizer, não conseguia falar sobre.

A pessoa que eu era antes e depois da minha graduação e mestrado e as pessoas que estiveram comigo nessa jornada... eu as levo, todas, no braço esquerdo. Eu olho pra trás pra não esquecer do passado, mas eu olho pra frente com coragem, porque agora eu sei, bem melhor do que antes, quem eu sou. E sempre vou ter um farol pra me guiar nessa eterna viagem de conhecimento, que não vai me deixar esquecer quem eu fui, de onde eu venho e quem eu trago comigo. Esse farol vai sempre me trazer de volta pra minha essência e pra quem eu amo.

E o amor que eu sinto pela minha família é tão grande, que aquele infinito pareceu pequeno demais pra esse amor. Então, veio a âncora com as quatro rosas: minha mãe, meu pai, meu irmão e eu. É um amor que ultrapassa qualquer coisa, qualquer distância, qualquer tempo. E tá lá, no meu braço direito, pra eles verem sempre que puderem e quiserem e se lembrarem desse amor que eu tenho por eles.

E então, tem essa consciência de ser mulher e de tudo que é construído ao redor da nossa feminilidade. De tudo o que eu passei por não me "encaixar". Por ser menina, mas ser gordinha. Por ser menina, mas gostar de jogar futebol. Ser menina e não brincar de boneca o tempo todo. Ser menina e ser considerada fracote. Ser menina e subir em árvore até os 15 anos. Ser menina e não conseguir ajeitar os cabelos como uma princesa.... E eu já estava em um processo de auto-aceitação e empoderamento (que ainda tá acontecendo e vai levar muito tempo)... Já estava em contato com histórias de mulheres fortes. Mulheres diferentonas. Mulheres corajosas. Então, agora, eu levo algumas delas comigo no braço esquerdo: Marie Curie, Frida Kahlo, Malala, Joan Jett. E vou levar ainda mais delas comigo, pra lembrar todo dia de como eu não preciso me encaixar pra ser mulher e pra ser aceita.

Então, galere, é por tudo isso que NÃO É SÓ UMA TATUAGEM. É quem eu fui e sou. É uma maneira de uma pessoa tímida se expressar. Uma maneira de me fazer e me mostrar diferente, de ter orgulho da minha diferença. É uma consciência, uma coisa abstrata, que se torna concreta na pele. Que fala mais do que a minha voz.

E é por isso que eu respeito quem tem tatuagem. Porque eu sei que aquilo não é só um desenho. Ali tem uma história. E é por isso que eu não me incomodo com as pessoas que pedem o que a tattoo significa. Eu gosto de falar. Ajuda a desmistificar essa história de que tatuagem é coisa de bandido, de vadia. Acho bem desnecessário debochar de alguém que pergunta o significado da sua tatuagem. Só reforça estereótipos errados. Mas isso é de cada um, né. Paciência.

Só sei que não é só uma tatuagem.

domingo, 25 de junho de 2017

Minha festa de aniversário com a temática de Harry Potter PARTE 4 - A LEMBRANCINHA

A gente que é Potterhead sempre dá um jeito de jogar HP em qualquer coisa que a gente faz, né non? Não foi diferente com os meus trinta e seis anos. Maaaaas... assim como vários de vocês, eu não podia gastar muito, então tive que tomar duas decisões importantes: 

1) Investir $$ nas coisas que eu não poderia fazer ou criar;
2) Usar a filosofia do DIY pra economizar e fazer o máximo possível da decoração eu mesma, assim eu não precisaria contratar uma empresa pra isso.

O resultado foi:
1) Docinhos, salgadinhos, bolo, chopp e bebidas de sobra: todo mundo saiu rolando de comer e bebeu o quanto quis
2) Toneladas de elogio pela "criatividade" que, na verdade, não foi minha, foi escavada do Pinterest e me ajudou bastante a economizar. Toneladas de elogio pelo trabalho manual. A festa não ficou artificial e engessada, 

Por isso, quero compartilhar essas ideias com vocês e dizer que dá sim pra fazer uma festinha com esses detalhes e economizar bastaaaante. Vou dar o máximo de detalhes possível, mas tem vezes que não vou deixar os links por motivos de: preguiça. Desculpa, gente.


A lembrancinha:

KIT BRUXO

Meu modo de fazer:


1) A sacolinha não foi ideia, minha. Peguei a ideia deste site aqui:
http://spaceshipsandlaserbeams.com/blog/party-supplies/29-creative-harry-potter-party-ideas

2) Eu mesma fiz o stencil usando chapa de raio-x e estilete. Pinte com pincel e tinta guache preta.

3) Poções: economizei nas garrafinhas comprando uma grande quantidade em uma loja que fornece produtos para aniversário. Queria que fossem mais pequenas, mas resolvi colocando apenas algumas medidas de "poção", que na verdade eram Vodka de Raspberry (azul) e Vodka de Frutas Roxas (roxo, né) da Kriska kkkk. Tive o cuidado de dizer que NÃO ERA PRA CRIANÇAS na cartinha que deixei dentro da lembrancinha. Para as crianças, deixei um todinho, ihihihihihi.

4) Feijõezinhos de (quase) todos os sabores: foram feitos com jelly beans gostosinhos. Comprei o pacotinho na mesma loja que fornece produtos para aniversário. E eles não contém glúten, ó que legal!

5) Pó-de-flu: potinhos pequeninhos de glitter, ooooooin

6) Transformei unidades de Bis em defesa contra Dementadores (a ideia não foi minha também, eu vi em algum site, não lembro qual).

7) Varinha das varinhas: vi a ideia aqui: https://br.pinterest.com/pin/635781672365973130/ (não consegui acessar o blog original). Usei cola quente pra fazer as texturas. Ficou horrível quando secou. Dica: Comece da ponto final para baixo... vai ficar mais bonitim. Aí no dia da festa eu usei spray marrom primeiro. Depois de secar dos dois lados, eu usei spray dourado na textura. DAÍ FICOU LEAAAANDO!

O pessoal amou, foi uma das melhores partes do aniversário ter esse feedback dos convidados!

Minha festa de aniversário com a temática de Harry Potter PARTE 3 - COMES E BEBES

A gente que é Potterhead sempre dá um jeito de jogar HP em qualquer coisa que a gente faz, né non? Não foi diferente com os meus trinta e seis anos. Maaaaas... assim como vários de vocês, eu não podia gastar muito, então tive que tomar duas decisões importantes: 

1) Investir $$ nas coisas que eu não poderia fazer ou criar;
2) Usar a filosofia do DIY pra economizar e fazer o máximo possível da decoração eu mesma, assim eu não precisaria contratar uma empresa pra isso.

O resultado foi:
1) Docinhos, salgadinhos, bolo, chopp e bebidas de sobra: todo mundo saiu rolando de comer e bebeu o quanto quis
2) Toneladas de elogio pela "criatividade" que, na verdade, não foi minha, foi escavada do Pinterest e me ajudou bastante a economizar. Toneladas de elogio pelo trabalho manual. A festa não ficou artificial e engessada, 

Por isso, quero compartilhar essas ideias com vocês e dizer que dá sim pra fazer uma festinha com esses detalhes e economizar bastaaaante. Vou dar o máximo de detalhes possível, mas tem vezes que não vou deixar os links por motivos de: preguiça. Desculpa, gente.


Comes e Bebes:

Cerveja Amanteigada
Salgadinhos
Docinhos
O BOLO
A mesa de doces e bolo

Meu modo de fazer:

1. A questão sobre a Cerveja Amanteigada é que não teve Cerveja Amanteigada ahahaha. Contratei alguns vários muitos litros de Chopp, peguei um papelão e apenas escrevi:



Essa foto é do Day After, porque a gente não deu conta de beber o chopp todo na festa, então voltamos lá no outro dia pra matar o que tinha sobrado <3 p="">Teve um freezer cheio de refri, água e com algumas latas de cerveja sem álcool também. Não tive tempo de pensar em como eu poderia ter incorporado o freezer na decoração, mimimi.

2. Os salgadinhos foram os de festa de criança tradicionais, só tive o cuidado de pedir mais vegetarianos (leia: de palmito e com queijo) pros migs.

3. Os docinhos também foram os de festa de criança tradicionais. Fiz questão que fossem em forminhas amarelas e vermelhas, que são as cores da Grifinória. Simples assim.

4. No bolo eu fiz questão de gastar. Ninguém acreditava que ele era comestível e antes de cortá-lo todo mundo exigiu que eu tirasse fotos. Quem fez foi uma doceira aqui da minha cidade, a Tati Cândido (esse é o nome dela no Facebook). A bonequinha com minhas características (cabelo vermelho e sardas) foi feita pela minha prima Regina, de Umuarama (no Facebook você consegue encontrá-la pelo nome de Regina Noivinhos - ela manda pro Brasil todo, inclusive já mandou pros EUA!). Ela que fez as velinhas também, já veio com tudo pronto.



5. A mesa de doces e do bolo foi enfeitada bem simples. Usei os quadrados das cores de Hogwarts feitos com TNT. Distribuí os livros do Harry Potter e de bruxos que eu tinha em casa e coloquei alguns vidros com etiquetas de poções coladas. Minha ideia era colocar água colorida com guache em alguns vidros, mas não deu tempo. Esses coloridos que vocês veem ali na foto de cima são vodka de kiwi da Askov e voda de morango da Kriska EEEEEITA ahahahahahah.

Em frente dessa mesa grande tinha uma menor, com os livros da saga. Também fiz alguns livros vendidos pela Floreios e Borrões: procurei as capas da internet, imprimi, recortei e fixei com fita crepe em outros livros do mesmo tamanho. Você pode encontrar as capas dos livros aqui:
http://ocaldeiraosaltitante.blogspot.com.br/2013/06/exclusivo-capas-de-livros.html

No pé dessa foto aqui debaixo vocês conseguem ver melhor como ficou. Ah, minha camiseta do Harry Potter é da Gudamagoo (Loja virtual aqui: https://gudamagoo.com.br )

Minha festa de aniversário com a temática de Harry Potter PARTE 2 - DECORAÇÃO

A gente que é Potterhead sempre dá um jeito de jogar HP em qualquer coisa que a gente faz, né non? Não foi diferente com os meus trinta e seis anos. Maaaaas... assim como vários de vocês, eu não podia gastar muito, então tive que tomar duas decisões importantes: 

1) Investir $$ nas coisas que eu não poderia fazer ou criar;
2) Usar a filosofia do DIY pra economizar e fazer o máximo possível da decoração eu mesma, assim eu não precisaria contratar uma empresa pra isso.

O resultado foi:
1) Docinhos, salgadinhos, bolo, chopp e bebidas de sobra: todo mundo saiu rolando de comer e bebeu o quanto quis
2) Toneladas de elogio pela "criatividade" que, na verdade, não foi minha, foi escavada do Pinterest e me ajudou bastante a economizar. Toneladas de elogio pelo trabalho manual. A festa não ficou artificial e engessada, 

Por isso, quero compartilhar essas ideias com vocês e dizer que dá sim pra fazer uma festinha com esses detalhes e economizar bastaaaante. Vou dar o máximo de detalhes possível, mas tem vezes que não vou deixar os links por motivos de: preguiça. Desculpa, gente.


Decoração:

PRIMEIRAS PÁGINAS DO PROFETA DIÁRIO
CARTAZES DE PROCURADO
QUADROS DE HOGWARTS
INDESEJÁVEL Nº 1
CHAPÉU SELETOR
TOALHINHAS DE MESA
LOJINHAS DO BECO DIAGONAL
CASTELO DE HOGWARTS

Meu modo de fazer:

1. Vamos começar com coisas super fáceis e que bastam ser impressas: escolhi as imagens no Pinterest, copiei e colei no Word. Depois, imprimir, recorte e usei fita adesiva marrom para colar nas paredes. Viu, não tem mistério... Eis pelo que você tem que procurar (em inglês, você vai obter mais e melhores resultados), tanto no Google Imagens quanto no Pinterest:


a) Para as páginas do profeta diário, digite: Daily Prophet ou Profeta Diário
b) Para os cartazes de procurados, digite: (nome do personagem) Wanted Poster
c) Para os quadros de Hogwarts, digite: Hogwarts Teachers Paintings
d) Para a Murta que Geme, digite: Moaning Mirtle ou Murta que Geme (cole no espelho dos banheiros, ihihihi)

2. Agora, vamos às coisas que dão um pouco mais de trabalho:


 Esse cartaz/pôster/banner (chame do que quiser) foi feito com papelão e tinta guache. A galere adorou tirar foto com isso. (ali atrás, colei os cartazes de indesejável nº 1, 2 e 3 (Harry, Hermione e Ron). Fiz um "segurador" de papelão para cada lado do cartaz e fixei atrás. Aliás, o cartaz ficou molenga por causa do tamanho e da tinta guache, então eu fixei pedaços retos de madeira de cima até embaixo do cartaz, na parte de trás, também.

3. O chapéu seletor não podia faltar, mas a ideia não foi minha, peguei a ideia deste site aqui:
http://www.overstuffedlife.com/2015/07/harry-potter-book-club-ideas.html



Precisei de cartolina/papel cartão preto. Pesquise molde de cones no google. Não usei M&Ms porque né... por favor $$$. Comprei pastilhas de chocolate coloridas em uma dessas lojas de festa de aniversário. Primeiro fiz os cones. Depois, despejei as pastilhas de cada cor com uma colher. Aí, usei cola quente pra fechar o chapéu com a parte de baixo. Não achei que o acabamento tinha ficado legal, então arrematei com tirinhas de EVA com glitter que eu tinha aqui em casa. Minha mãe entortou todos os chapeuzinhos pra mim, pra ficar ainda mais fofim! Quando as pessoas chegavam, eu explicava o que elas tinha que fazer: escolher um chapéu, abrir e, de acordo com a cor do chocolate, usar as gravatinhas que eu fiz com TNT. Em primeiro lugar, tentei fazer as listrinhas com retalho de TNT, Ficou ridículo, bem feiozão. Aí fiz as tirinhas de EVA. Tem que usar cola especial pra EVA pra conseguir grudar estes dois materiais. Ficou tão lindinho, todo mundo usou, como vocês podem ver nas fotos abaixo. Prendemos com alfinetes, mesmo.

Como vocês podem ver, minha gravata era da Grifinória ehehehe. O das minhas migs eram da Lufa-Lufa e a do Emmer eu não lembro, não saiu na foto. (Lá atrás da parede, vocês podem ver as fotos dos quadros de Hogwarts. Se eu tivesse tido tempo, teria enchido a parede com mais fotos, mas teria que pesquisar mais e não tinha tempo.

4. As mesas e cadeiras eram de plástico branco, então eu decidi usar quadrados de TNT com as cores de Hogwarts (vermelho, azul, amarelo e verde). Super simplão. Aí colocamos os guardanapos amarelos (da Grifinória) e os copos americanos de plástico vermelhos (da Grifinória) em cima das mesas para o TNT não sair voando.




5.  Agora vem a parte que dá vontade de chorar, mas valeu a pena: as lojinhas do Beco Diagonal e o castelo de Hogwarts. Os materiais que usei foram caixas de papelão (viradas do avesso), cola quente, potão de tinta guache e pincéis. Pronto, só isso. A inspiração foi de várias páginas do Pinterest, é só digitar lá. Se eu tivesse mais tempo, teria feito muito mais lojinhas e teria incluído lugares de Hogsmeade MAS, como vocês podem ver, só fiquei com a Floreios e Borrões, o Gringotts, a Loja do Sr. Olivaras e da Sra. Malkin. Me doeu o coração não ter a Gemialidades Weasley, afffs.





O que eu queria mesmo era ter incluído a plataforma 9 3/4. Vi muitas ideias fofas e legais, mas não tive tempo, Mimimi....

Minha festa de aniversário com a temática de Harry Potter PARTE 1 - CONVITE

A gente que é Potterhead sempre dá um jeito de jogar HP em qualquer coisa que a gente faz, né non? Não foi diferente com os meus trinta e seis anos. Maaaaas... assim como vários de vocês, eu não podia gastar muito, então tive que tomar duas decisões importantes: 

1) Investir $$ nas coisas que eu não poderia fazer ou criar;
2) Usar a filosofia do DIY pra economizar e fazer o máximo possível da decoração eu mesma, assim eu não precisaria contratar uma empresa pra isso.

O resultado foi:
1) Docinhos, salgadinhos, bolo, chopp e bebidas de sobra: todo mundo saiu rolando de comer e bebeu o quanto quis
2) Toneladas de elogio pela "criatividade" que, na verdade, não foi minha, foi escavada do Pinterest e me ajudou bastante a economizar. Toneladas de elogio pelo trabalho manual. A festa não ficou artificial e engessada, 

Por isso, quero compartilhar essas ideias com vocês e dizer que dá sim pra fazer uma festinha com esses detalhes e economizar bastaaaante. Vou dar o máximo de detalhes possível, mas tem vezes que não vou deixar os links por motivos de: preguiça. Desculpa, gente.


Convite:

CARTA DE HOGWARTS
ENVELOPE SELADO
MAPA DO MAROTO

Meu modo de fazer:

1. Baixei uma imagem de pergaminho antigo e inseri no Word (pode baixar esta):

2. Baixei as fontes do Harry Potter e instalei no pc. Você pode achá-las aqui:
http://www.netfontes.com.br/view.php/harry_p.htm (Fontes: Harry Potter, Lumos e Parseltongue vêm no mesmo arquivo, ó que legal. Note que em algumas fontes você não terá os acentos agudo, circunflexo, grave e til).

Para o corpo da carta, eu usei esta fonte aqui:
http://www.fonts2u.com/hogwartswizard.font

3. Baixei o símbolo de Hogwarts em PNG, e não em JPEG. Isso é importante, porque ele deixa a transparência da imagem intacta nos lugares em que não há o desenho em preto. Eu usei este daqui:
(Se não conseguir visualizar, clique com o botão direito do mouse e abra a imagem em outra janela ou guia)

4. Tudo inserido no Word, eu escrevi o texto do convite e imprimi. Recortei o pergaminho e dobrei duas vezes para caber no envelope, que eu também imprimi. Fiz testes com o tamanho do envelope, para que coubesse a carta certinho, então o tamanho final não é esse que vou postar, mas você pode, tranquilamente, aumentar a imagem o quanto quiser no Word. Recortei a carta e optei por deixar o selo de cera de fora do recorte (você vai entender o motivo no próximo item). Usei um pincel pra espalhar a cola de PVC pra montar o envelope e evitar aquelas ruguinhas que o fiozinho de cola costuma deixar.

5. Fiz questão de ter um SELO DE CERA pra selar o envelope. Pesquisei muito até achar um de ótimo custo benefício. Também descobri que existe o "sinete", objeto que você usa pra encaixar o "clichê" que é, de fato, o símbolo que vai ser "carimbado" na cera. Eu optei por escolher a letra do meu nome ao invés do brasão de Hogwarts, porque eu poderia usá-lo em outras ocasiões... o clichê do brasão de Hogwarts só me serviria em ocasiões específicas, como o meu aníver.  Seguem as fotos e o a loja do Mercado Livre onde eu comprei o sinete:

Esse objeto preto que parece uma sombra para os olhos é, na verdade, uma almofadinha untada, que serve para você pressionar o clichê antes de carimbar a cera. Assim, a cera não vai grudar no clichê, mas não se preocupe. Se grudar, use uma faquinha para retirar o que ficou grudado.



O kit vem com uma barrinha de cera, então é só picar a cera e esquentar em uma colherinha, derramar no fecho do envelope, untar o clichê e carimbar. Uma barrinha não deu pra cinquenta convites, então eu usei VELA VERMELHA (pensa eu no supermercado comprando um e apenas um pacote de velha vermelha... nada de pão, de margarina, de leite. Apenas velha vermelha). 

O selo feito com a vela vermelha é satisfatório. Porém, a parafina é quebradiça e a gente corre o risco de o selo quebrar antes de ser rompido pelo convidado. Outra coisa: a parafina derretida fica um rosinha claro de dar vontade de chorar. Porém, depois de seco, ficam bem aceitável. Veja bem: A-CEI-TÁ-VEL. 

Aí eu apelei pro giz de cera vermelho e FICOU MÓ DAORA!!! Refiz todos os de parafina com giz de cera (as raspinhas da foto são do giz). Ficou com uma textura menos "plástica" do que a barrinha de cera que vem com o sinete, mas ficou super fofo e lindo e zás. Como diferença da barrinha, o giz perde o brilho mais fácil. 

Dica: ao invés de raspar o giz de cera ou picar a barrinha, você pode segurar o giz e a barrinha com um prendedor de varal DE MADEIRA, véi, não me vai usar um de plástico, plis!

O site onde comprei o sinete:
https://www.elo7.com.br/kit-sinete-para-lacre-de-cera-c-letra/dp/5F2E2D (Loja: Glorimax). Falei com o vendedor e ele tinha a letra L. Comprei mais dois clichês (de aniversário) pra poder usar nos meus cartões de aníver (me arrependi, deveria ter comprado um de aníver e um de natal, mas TURO BEM, NÉAM?).

6. O mapa do maroto deu trabalho pra fazer, foi um tal de tenta, tenta de novo, tenta mais uma vez, mas deu certo. o que eu fiz foi tirar um print do local da festa no google e colocar em uma página do Word. Na página 2 do Word, eu fiz isso (vê aí, porque eu tentei explicar, mas achei mais fácil tirar um print de como ficou no final, pra você saber onde colocar o texto certinho). Depois, foi só imprimir frente e verso, dobrar e recortar no tamanho do envelope. Deu muito trabalho fazer, eu não me importo de você usar, mas dê o crédito, por favor! As fontes do mapa foram a Harry Potter (link lá em cima).

Envelope e mapa ficaram assim (nesta foto abaixo, o selo não tinha sido rompido):

Tudo junto, ficou assim (coloquei dois mapas, um na frente e outro com o verso visível, pra vocês verem melhor). Nesta foto, o selo já tinha sido rompido:



Foi o maior sucesso... todo mundo simplesmente AMOU a sensação de receber o convite selado e rompê-lo (ahahahahahah), adoraram o texto bem humorado e cheio de referências à história do Harry e elementos de Hogwarts e não conseguiam entender como eu consegui fazer o mapa do maroto ehehehehe. Vou confessar que uma das melhores partes do aníver foi ver a cara das pessoas na hora do convite.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Tempos difíceis....

Faz tempo que eu vinha pressentindo que esse dia teria que chegar: o dia em que eu sentaria novamente na frente de uma pauta em branco do meu blog pra falar sobre tudo o que aconteceu e vem acontecendo nos últimos tempos.

Os tempos vinham sendo complexos... depois complicados... e então, eles começaram a ser difíceis. Espero que isso não seja um presságio, um mau agouro. Espero que as coisas não piorem e que eu possa reler esse post dando risada. Eu espero.

Hoje de manhã, os professores estaduais acabaram de aprovar em assembléia o final de uma greve que começou há pouco mais de um mês. É muito orgulho fazer parte de uma classe que lutou com todas as suas forças pela sua pauta de reivindicações, dentre as quais não se via melhorias de salário. Quero deixar registrado aqui, no caso de a minha memória histórica vir a falhar algum dia - e eu sei que vai, porque vive falhando - que não foi por melhores salários que os professores marcharam pelas ruas do centro cívico de Curitiba (50 mil, dizem os números). O governo Beto Richa, reeleito com 56% dos votos, quebrou o estado. Em um vídeo de campanha da reeleição, ele diz, nas palavras dele logo depois de reeleito "com as finanças em ordem, com a casa em ordem". Quando perguntado "Tem dinheiro no caixa?" ele diz "Vai ter dinheiro no caixa, nós saneamos as finanças, com a receita que tivemos, vai sobrar mais caixa para os investimentos que queremos". Mentia descaradamente. Tanto que, depois de ver o vídeo de novo, (espero que ainda esteja no ar: https://www.youtube.com/watch?v=48PfTL3u_KM) fico pasma de não termos percebido antes a baita mentira no engasgo da fala dele. 2015 chega e o governador propõe uma comissão geral que analisaria e votaria, em regime de urgência e sem passar pela assembléia legislativa, o que começamos a chamar de "pacotaço": um pacote de medidas austeras para socorrer a situação financeira do estado. Ué, pensamos todos... mas não tinha dinheiro no caixa?

Não cabe rezar a lista dos absurdos propostos pelo desgovernador, como passarei a chamá-lo daqui pra frente. Mas é possível ter uma ideia lendo este artigo http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/02/entenda-o-pacotaco-apresentado-pelo-governo-do-parana.html. Foi aí que a magia aconteceu: finalmente, depois de anos me dando vergonha, a APP deflagrou greve geral, com maciça adesão dos professores estaduais. Em pouco tempo, os entornos da ALEP foi tomada por professores de todos os cantos do estado e, quando vimos, estas pessoas tinham ocupado - não invadido, ocupado - o interior da ALEP. Durante um mês e alguns dias, esses professores brigaram: contra o governo que, em primeiro lugar, se negou a dialogar, depois, na figura do desgovernador, se escondeu e mandou os subordinados resolverem a situação e, como se isso não bastasse, mentiu descaradamente na tentativa de sujar a luta dos professores; brigaram contra os pais que não compreendiam que a luta não era por salário, mas pela manutenção de seus direitos e por condições mínimas de trabalho; brigaram contra alunos que, de repente, queriam voltar pra escola porque "era seu direito" - como se por "seu direito" não fosse também prestar atenção na aula, respeitar o professor, participar da aula e contribuir de forma a crescer intelectualmente enquanto indivíduo e quanto grupo.... E, julgo eu, venceram quando o governo finalmente recuou da decisão de levar adiante a comissão geral... depois recuou nos cortes dos benefícios dos servidores... e, por fim, depois que o governo federal considerou inconstitucional, recuou de querer meter a mão no dinheiro da previdência.

Aos professores estaduais se juntaram DETRAN, setores da saúde e professores universitários.Eu mesma fui diretamente atingida pelas desgovernices do desgovernador pois, sendo professora PSS da Unioeste, não fui chamada por motivos de "não vamos chamar PSS pra cobrir licença maternidade de professor - os alunos que comecem o ano sem professor e recuperem depois". Essa era a política do desgovernador: educação pública, gratuita, mas sucateada e feita com gambiarra.

Em meio a tudo isso, o país passa por uma crise política e econômica que eu jamais tinha visto, nem na época de Collor - mas também, eu nem entendia nada em 1991. Vinte e poucos anos depois, estou aqui, vendo perplexa a oposição baseada em princípios políticos e econômicos se tornando em oposição baseada no ódio a um partido, no ódio a uma mulher, como se corrupção nunca tivesse existido no país. Como se partidos como PMDB/PSDB/PSC/PP fossem muito mais santos que PT quando, na verdade, todos se renderam à baixaria e corrupção. Política, hoje, no Brasil, é sinônimo de bandidagem. Mas as pessoas existem em justificar erros do partido A por causa de erros do partido B. "Ah, é bem verdade que partido A fez isso e aquilo, mas olha só o que o partido B fez"; e se acham politizados.

E ahora estoy aqui queriendo convertir los campos en ciudad, mesclando el cielo con el mar...

Tô aqui, em coesão e nem coerência, tentando entender como as pessoas que se dizem politizadas consegue combinar "povo na rua" e "intervenção militar já" em um mesmo cartaz - porque as pessoas hoje em dia têm feito isso, acredite, meu futuro eu ou meu futuro leitor... Tô tentando entender como as pessoas querem um impeachment achando que o candidato vencido no segundo turno das eleições assuma - como se não houvesse uma ordem das coisas, e essa ordem aponta pra pessoas ainda mais suspeitas do que a própria presidente. Gente que perde o jogo e não quer mais brincar, quer levar a bola pra casa.

Houve um tempo na minha vida em que eu defendi totalmente o oposto do que defendo agora (isso parece música do Raul - MAS NÃO É). Hoje, eu entendo que existe uma terceira via. Que, apesar de concordar com alguns pontos defendidos pela direita, eu também concordo com muitos pontos da esquerda. Hoje, eu reconheço... eu sei que a minha postura frente a algumas situações são resultados das pessoas e das leituras que foram me construindo, as quais eu também construí. É claro que eu penso que estou mais certa do que os outros.... mas eu poderia estar tão errada assim?

Só sei que o sentimento hoje foi de medo, meu coração se afundou um pouquinho hoje, de ver tanta gente cheia de ódio, cheia de acusação sem fundamento, cheia de opinião rasa...

Dilma é PT
Beto Richa é PSDB.
E o Brasil tá virado num ódio só.

Alguns links pra matar a saudade:
1. Sobre o camburão que teve que levar os deputados a salvo na ALEP: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/coluna-do-reinaldo-de-almeida-cesar-o-caveirao-do-chorume/
2. Sobre o Richa sentar na jaca e tomar um NÃO do governo federal em relação ao pretendido roubo à Previdência: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/confisco-de-r-8-bilhoes-da-paranaprevidencia-e-ilegal-diz-parecer-do-governo-federal/
3. Sobre os 30 mil professores guerreiros lutando pela educação no Paraná: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/a-greve-continua-aprova-assembleia-com-30-mil-educadores/
4. Sobre o impeachment da Dilma e do Beto: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/03/veja-essa-com-o-couro-jurado-richa-se-diz-contra-o-impeachment-de-dilma/


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem de caixinha: organizador e poás


Esse mini organizador (meu deus, eu PRE-CI-SO estudar a nova ortografia porque nunca sei o que juntou, o que ficou separado e o que ainda tem hífen) eu fiz numa tarde de vadiagem. Abri o guardarroupa (aimeldels, com dois R?) e tinha lá duas caixinhas de pisca-piscas que eu comprei pra usar como luminárias no meu quarto. Tinha uma caixinha organizadora rosa de bolinhas marrons ao lado da minha cama, com trocentas coisas jogadas dentro dela... aí pensei... por que não juntar essas duas caixinhas e fazer uma só?

Cortei as abinhas dos lados e guardei a tampa das caixinhas.
 Juntei tudo com papel contact de poá (aiqueamor). 
Usei as tampas como divisórias dentro do ~organizador~.

Ficou assim:

E depois assim:
pílulas, remédios, cabos que preicsam estar à mão quando me deito ou me levanto:
tudo dentro do organizador, tudo no seu nicho certinho.

Daí, foi só por ao lado do lixinho de poá que eu ganhei da Amandoim.
E ficou lindo.


3Ps: Pranchetas, Pisca-picas e Potes de vidro

Tirando as teias do blog por aqui... tanta coisa pra contar, tanta coisa que aconteceu... tanta coisa que eu quero eternizar. Porém, contudo, entretanto, escolhi postar uns DIY que eu andei fazendo nesse tempo em que não postei nada em nenhum dos meus blogs queridos.

Encapei duas pranchetas com papel contact preto e de bolinhas. Uma caixinha de leite condensado também encapada. As três peças ganhara fitas adesivas dupla face e foram parar do lado do meu guarda-roupa, por onde passo todos os dias. Portanto, sou obrigada a ver o que está escrito lá. Confesso que foi muito útil no final da facul, quando eu tinha milhões de coisas pra fazer e lembrar... porém agora tá lá com recadinhos fofoletes das migas que foram passar uns dias lá em casa nesse começo de ano.


Potes de vidro como porta-retratos (tá ali, gente, não sei se dá pra ver) e pisca-piscas como muminárias dentro (enfiei a sobra dos pisca-piscas dentro de uma garrafinha de Smirnoff Ice ehehehehe).  Ficou lindo e super romântico/confortável.


PS: nenhuma das ideias são minhas. As ideias originais eu vi em trocentos blogs por aí.

domingo, 4 de agosto de 2013

Só pra não esquecer desse poeminha lindo

Contraponto!

Não!
Por favor
Não ria
Não se mova
Não vire
Não estrague
Este momento!

Você
É o poema
Que estou
Lendo!


João Fernandes Lucho Melgarejo