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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Vôlei, o banco e eu...

Eu não disse? Domingo de noite é pra acabar. Pra acabar. É o vácuo do universo ao redor de você. Não seria tão insuportável se você não soubesse que há outras pessoas no mundo. Mas eu sei que tem.

Dois meses e pouco de um silêncio que grita, machuca, magoa. Dois meses e meio me sentindo um lixo. Dois anos e meio jogados fora. Sim, porque nada de bom parece ter ficado, ou começado, ou continuado. Dois anos e meio e eu estou aonde?

Estou começando de novo uma coisa que vai acabar daqui a alguns meses... e recomeçar no outro fevereiro... e terminar... e começar... e terminar... e começar... Amanhã começa tudo de novo, novamente, mais uma vez. Não me venham com discursos de palestras motivacionais sobre a gente ser responsável por fazer diferente. No momento, não tenho forças pra ser diferente.

No jogo de vôlei, quando o time tá perdendo, o treinador troca o jogador. Chama o substituto pra apagar o incêndio da hora, mas quando as coisas começam a mudar de novo e bons ventos começam a soprar em quadra, o substituto volta pro banco. Eu jogo no time de vôlei. No banco.
A coisa fica preta? Chama a otária... vai servir até as coisas melhorarem. As coisas melhoraram? Devolve a otária pro banco, de preferência sem muitas explicações. As coisas estão no maior marasmo? Nada de novo no front?Otária, de novo. Coisas novas estão acontecendo na sua quadra de vôlei? Novos amigos? Novo trabalho? Novos desafios? Descobertas? Novas... aventuras? Otária no banco de novo. Sem explicações - lógico.

Na verdade, acho que a lição é... tudo o que começa, termina. Tudo o que falam por aí, juram por aí...as pessoas esquecem. Todas as coisas das quais se reclama, são necessárias. Quantos já não disseram isso, mas... o ser humano adora sofrer. Pede pra sofrer. Pra depois reclamar do sofrimento e do quanto os outros não lhe dão valor... Pra desejar não sofrer... E parar de sofrer. Até sentir falta do sofrimento de novo. Precisa disso pra se sentir vivo? Precisa tanta hipocrisia assim? Precisa tanto.... sofrimento?

Então não é só a TPM. É como a vida é no time do banco da reserva.

Um comentário:

Van disse...

Nunca esteve na minha reserva.