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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

domingo, 19 de abril de 2009

Nossa história.

A História é uma coisa engraçada, não?

Não, não tô falando da História na Unioeste. Aquilo não é só engraçado, é uma piada.

A História da vida da gente é uma coisa engraçada. Eu sou muito apegada a essas histórias. Vez em quando, releio posts que eu gostei de ter escrito. Ou então, releio os depoimentos que me deixaram no Orkut.

É engraçado, é interessante ver o que a gente escreveu há meses... talvez anos atrás, sem saber o que o futuro nos reservava.

Hoje eu me peguei lendo os posts de 2007. Dia 21 de janeiro de 2007 foi um dos primeiros posts do ano e do blog. Só fui postar de novo dia 02 de dezembro de 2007. Quando eu lembro desse post de 02/12/2007, me corta o coração.

Ah, se eu soubesse o que a vida (ou a morte?) nos reservava - a mim e a minha família - naquela ano. Se eu soubesse, teria feito tanto coisa diferente. Teria sido uma filha muito mais carinhosa e atenciosa. Teria dado um jeito de fazer daqueles últimos dias um dos melhores dias.

Olha só... ontem fui pedir uns botões pra mãe pra fazer uns trequinhos que aprendi por aí pelos blogs. Ela estava indo dormir, mas sentou na beira da cama e vasculhou a caixinha de costura dela. Ia dizendo "Esses botões não, sempre dá pra usar em alguma camisa do Fernando que perdeu os botões". Ou então "Esses botões não vão ser mais usados, esses você pode levar..."

Saí do quarto feliz, com as mãos cheias de botões velhos e, de repente, em poucos segundos, um pensamento que eu não pude evitar e que quase me fez tropeçar de tão doloroso que era... Ali, naquela hora em que eu virei a cabeça pra dar boa noite pra ela e ver que ela guardava a caixinha de costura de volta no guarda-roupa, eu soube que um dia seria eu quem estaria guardando pra sempre as coisinhas dela, assim como ela fez com as coisinhas do meu pai.

Espero que esse dia nunca chegue, e que seja ela a pessoa que vai guardar minhas coisinhas pra sempre e pela última vez. Eu acho que não suportaria. Não seria forte o bastante como ela foi quando chegou a vez do pai.

Nem sei, também. Nessas horas a gente faz coisas que sempre achou que nunca seria capaz de fazer. Só quero que esse dia demore muito pra chegar.

Um comentário:

Morgane Le Fay disse...

Infelizmente ou felizmente agente não sabe o que vem pela frente, nessa nossa vidinha..
Eu paro pra pensar muitoas vezes o quão bom seria poder saber o q vem pela frente, mas ao mesmo tempo o quão ruim tb poderia ser...
Eh, agente tem q viver e aproveitar todos os momentos ao lado de qm agente gosta, fazer tudo q agente tem vontade, pois a gente nunca sabe o dia de amamnhã...