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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Eu assiti: Tiros em Columbine

Tiros em Columbine
Bowling for Columbine

Bom... primeiro, a tradução do documentário de Michael Moore não tem nada a ver com o original. Vou tentar uma explicação aqui, mas aceito correções. "Bowling" quer dizer "jogando boliche". Nada a ver com a história? Tudo a ver: era o que os dois meninos fizeram na aula de Educação Física na manhã em que atiraram nos colegas de escola. Se é que podemos chamá-los de colegas. Mas, ainda assim, "bowling" fica meio deslocado no título do documentário, não é? É que o verbo "bowl" também é atirar. Figurativamente? Pode ser que sim: não é o que você faz quando joga boliche? Quero dizer... mira e atira? Pois é.

Enfim... todo documentário é parcial. E não me venham com mi-mi-mis. São parciais e ponto. Mas vamos com calma, porque até eu preciso colocar em ordem algumas idéias e algumas dúvidas sobre mim mesma que apareceram enquanto eu assistia a esse documentário.

Sou a favor das pessoas terem armas em casa para se defender? Sou. Mas também sou a favor de que essa compra não seja tão facilitada quanto é nos EUA, por exemplo. Qualquer maluco mente que não é maluco e compra uma arma. Eu, hein.

Sou a favor das pessoas terem uma arma em casa com responsabilidade, pô... Não se deixa uma arma ao alcance de crianças e adolescentes. Ok, a mentalidade americana é diferente da nossa. E daí? São crianças!

Devo confessar que fiquei P da vida com algumas das explicações que alguns americanos deram para o grande número de assassinatos por armas de fogo nos EUA. Coisas do tipo: os EUA tem mais pobreza do que os outros países... tem uma história muito mais "sanguinolenta" do que outros países... tem mais negros e diversidade étnica do que os outros! O próprio Charles Helston mencionando que só está fazendo valer a lei da segund emenda que OS SÁBIOS HOMENS BRANCOS assinaram e fizeram valer!

Eu sei que um documentário desses é parcial, que os depoimentos são escolhidos a dedo... mas VÁ PRA PUTA QUE PARIU com essas desculpas nojentas racistas! Que nojo!

O Michael Moore está certo em por o dedo na ferida? Está. Eu não gosto dele, mas foda-se se a gente gosta de alguém ou não. Onde está o nosso senso de justiça se não admitimos que alguém está certo só porque não gostamos desse alguém? Qual é o problema em tentar entender uma coisa tão filha da puta quanto essa que aconteceu nos EUA - e aqui no Brasil também? Por que, caralho, tudo tem que ser resolvido com revólver, na faca, com morte? Não se conversa mais? Se perdeu a razão? É tudo um bando de emo que não consegue se controlar?

É culpa da pobreza? Da falta de emprego? Quem cria a pobreza? Quem cria a falta de emprego? É falta de moral? O que é moral? Qual é a moral correta? E, pior ainda... quem pode se levantar e ditar uma moral? Falta de vergonha na cara? Vergonha na cara do que?

Ai ai... se vocês chegaram até aqui, vão concluir que eu não tenho respostas pra muitas das perguntas que fiz. Mas pelo menos tenho perguntas. De vez em quando arrisco umas respostas - que ás vezes são patéticas, ás vezes fazem sentido.

Pra não ficar falando e falando e viajando, também é bom dizer que o documentário é do tipo sarcástico. Daquele tipo que o entrevistador faz as perguntas de propósito. Daquele tipo em que, num minuto você vê uma imagem de políticos fazendo declarações, e noutra você vê imagens que contradizem tudo o que foi dito por eles - um velho jogo de antíteses.

Vale a pena assistir pra pensar nas coisas, na maneira como tentam (e conseguem) manipular a gente a todo momento via qualquer tipo de mídia. Mas é bom sempre  lembrar que um documentário é parcial. É montado. Da mesma forma que ele acusa a manipulação da mídia, ele também pode estar manipulando, ora vejam só, você!

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