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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Segunda - 08/03

Ou não, né. Sei lá. Ainda é melhor estudar de noite do que trabalhar de noite. Mas vamos lá.

Segunda, 08/03
Passei a primeira aula preocupada com a confirmação de matrícula e com o protocolo de requerimento do teste de nivelamento de língua estrangeira. Chego na secretaria acadêmica e quem encontro? Ela. A própria? Não mais de cabelo vermelho, mas com a mesma cara de "não ouse me dirigir a palavra, eu chupei uma dúzia de limões a recém e odeio todo e qualquer ser vivo que habita até os recônditos mais escuros e ermos do espaço sideral". Eu, toda feliz achando que aquela anta véia estaria trabalhando só de tarde, mas não. Ela estava lá "trabalhando" na confirmação de matrículas. Por "trabalhando", você pode entender "apenas fazendo número". Desde quando a gente pode chamar "digitar o nome do aluno e descobrir o número da inscrição" de "trabalho"? E, pior, seria isto tão horrível e difícil de fazer pra ela estar com a cara de sempre de "não ouse me dirigir a palavra, eu chupei uma dúzia de limões a recém e odeio todo e qualquer ser vivo que habita até os recônditos mais escuros e ermos do espaço sideral".

Enfim, não precisei manter contato com aquela anta véia da secretaria acadêmica por muito tempo. Mas não pude deixar de notar os peitos quase caindo pra fora do vestido. Ah, se ELA... se AQUILO LÁ pode usar decotão, então eu também posso! Sem ficar um tiquinho vermelha, ainda por cima!

Ok, fiz lá a confirmação de matrícula, portanto não corro o risco de perder a vaga. Mas quando pedi pra protocolar o requerimento do teste de nivelamento de língua estrangeira, as meninas perguntaram pra anta véia como fazia (?!), ela olhou o papel e disse que até o momento elas não tinham feito nenhum protocolo daquilo. E me mandou falar com a secretária do meu curso, pediu pra ligarem avisando o que tinha que fazer.

O que tinha que fazer? CARAIO! Era só um protocolo! Secretaria Acadêmica existe quase que exclusivamente para a gente fazer PROTOCOLOS e a anta véia me trata como uma caloura burra - coisa que já fui, não sou mais - e me diz uma tontice enorme dessas?

Resolvi que ficaria estressada numa boa (Douglas Adams) e voltei pra ver o resto da aula de Introdução aos Estudos Literários, que é sempre uma coisa fofa.

Na aula de Gramática, a professora estava bem humorada. Mesmo assim, achei que algumas calouras assinaram sua sentença de morte na matéria. Explico: já  nos avisaram sobre a fama da professora. É melhor ouvir, perguntar se for realmente necessário - embora ela afirme que gosta de perguntas, mas a  cara que ela faz depois das perguntas não corrobora muito esse discurso - e nunca, jamais, em hipótese alguma nessa vida e nem a próxima, bater de frente com a criatura.

Pois foi justo o  que uma menina conseguiu fazer na terceira semana de aula. Eu ri. Da menina, lórrico. Se não é, pelo menos parecer ser uma grossa e estúpida - falo isso porque ela já tem precedentes grosseiros comigo. Sabe aquela pessoa que tem como parte da personalidade, o costume de fazer qualquer pergunta com um tom acusativo? Ou então falar com você com um tom arrogante e prepotente e como você fosse burro e inútil? Então, eu ri mesmo. Filha da puta tem que se ferrar!

No busão, fui contar pras meninas sobre o que a caloura tinha falado. Aí, fui explicar porque a tosca ali de cima tinha sido grossa comigo: ela viu que compraríamos as edições da Martin Claret e praticamente chamou a minha lista de cotação de livros de lixo. Vá se foder! Depois de eu ter ficado a tarde inteira pesquisando cinco livros em cinco sites diferentes, fazendo tabela de comparação de preço, promoções e descontos progressivos e tudo mais? Vai fazer melhor, vadia!

Aí, um cara lá no busão, que nunca FALOU comigo e nem OLHOU pra mim se meteu na conversa dizendo "Mas péra aí, você sabe que isso daí (apontando pra minha edição de Édipo Rei e Antígona da Martin Claret) é uma bosta, né? É uma porcaria". Aí, eu falei que sabia de toda a discussão a respeito das publicações da Martin Claret, mas que no momento eu ia comprar estas edições porque eram mais baratas... e ele me interrompeu pra dizer "Mas espera aí, voCê tem que saber saber (como se eu não soubesse, pfffffff) que não é o texto integral, a tradução não tem referência, bla bla bla bla bla bla".

* detalhe: o tradutor é citado na folha de rosto do livro, e em letras maíúsculas eu posso ler TEXTO INTEGRAL na parte debaixo da capa. A Van disse que, se não fosse assim, não haveria nenhuma menção a isso na capa e na folha de rosto*

Neste momento, eu entendi que o cara tava boiando no que eu queria dizer: o problema não era falar mal da Martin Claret, o problema era a menina ter sido grosseira comigo, mesmo eu indo atrás da cotação. Mas fui novamente interrompida ao tentar explicar essa parte.

Daí por diante, meu ouvido seletivo entrou em ação e eu selecionei a opção "não ouvir idiotas". Primeiro, porque o cara NUNCA me dirigiu a palavra e nem o olhar, e se achou no direito, ou achou que eu estivesse interessada em ouvir a opinião dele - totalmente fora de contexto... o que resulta na segunda explicação para acionar a opção "não ouvir idiotas": ele ter se intrometido na conversa querendo pagar de intelectual e estar TOTALMENTE FORA do contexto da discussão.

Mas, como a minha vida não é muito movimentada, eu acabo me estressando com esse tipo de coisa pequena.

Por essas e outras, eu decidi que vou ouvir mais e falar menos. Falando menos, eu evito de atrair intrometidos para uma conversa que não lhes diz respeito. Ouvindo mais, aprendo mais. Sobre os outros e sobre mim. Reflito minhas ações... afinal de contas, quantas vezes eu não fui grossa ou prepotente com alguém que não merecia? Quantas vezes eu não me intrometi numa conversa que não era minha?

Ah, consciência... sempre ali apontando as coisas e não me deixando ser ignorante das minhas atitudes e, assim, não me deixando ser feliz.

Então, resumo do dia, kéridos amigos distantes no espaço mas tão perto do meu coração: decidi ouvir mais, falar menos... e também decidi ignorar uma terceira pessoa que não não tem nada a ver com essa história, que vocês nem fazem idéia de quem seja, mas que estava me incomodando há tempos (uma outra hora eu explico) e, fala sério... ninguém merece um homem tendo atitudes de criança, isso é broxante. Encher o saco no MSN e depois passar do seu lado e fingir que não te vê! Duas palavras pra isso: PRÉ ESCOLA! É só atravessar a rua da facul e andar uma quadra, lá tem a escolinha municipal de MCR.

Despeito meu, lórrico. Mas antes ter despeito com dignidade do que sem, néam!

**************************

Emmer, evitei citar nomes, mas pra você eu conto quem é a figura do busão - só por MSN. PVT,  ui!

Tirei o "resumo" do título do post, porque isso passou longe de um resumo.

Tenho que contar sobre a Noite Cultural de Letras que aconteceu na terça-feira! Foi mara, mas depois de um post deste tamanho, não tenho coragem de continuar mais nenhum "resumo do dia" agora.

2 comentários:

Daniel disse...

kkkkkk Po, Lu

Esse pessoal é folgado demais né. Tem horas que eu fico pensando, o dia que entrar numa faculdade e tombar com esses tipos, que vou rir em grandes quantidades kkkkkkkkkk
É uma oportunidade suprema pra usar ironia master, kkkkkk

Posso pensar em mil tipos de respostas ironias que iam me fazer rir muito no interior. Mas claro que rola o risco das pessoas ao redor não entenderem a ironia, o que seria altamente broxante.

=**

Emerson disse...

por que eu tenho a impressão de que já sei o nome do intrometido bo busão?

ai que vontade de conversar!