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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

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sábado, 22 de maio de 2010

Era uma vez, num mundo tão tão distante...

Era uma vez, num lugar longínquo de um território longínquo que pertencia a um mundo longínquo, uma cidade longínqua.

Não era tão longe assim de distância. Mas era longe porque era atrasada. Os relógios pareciam sempre estar atrasados, de forma que as pessoas também se atrasavam.

Vez em quando, a população da cidade longínqua e atrasada era lembrada por forasteiros de que, para que tudo entrasse nos eixos novamente - se é que algum dia houvesse entrado - bastava acertar os ponteiros dos relógios de toda a cidade pra que ela pudesse, finalmente, andar passo a passo com outras cidades, também longínquas, mas nunca atrasadas e, por isso, não tão longínquas assim.

Então, a população mandava representantes à capital do lugar longínquo para deliberar sobre o assunto. Estampava nos jornais da cidade longínqua a intenção de, finalmente, acertar os ponteiros. Marcava uma hora para, elegantemente, acertar os relógios da cidade.

Mas.. a população era tão atrasada quanto os relógios de sua cidade. Então, os representantes sempre chegavam atrasados à capital. Os jornais sempre eram distribuídos mais tarde do que deveriam. E a população nunca chegava na hora para celebrar o dia em que, finalmente, a cidade entraria no compasso do restante do mundo.

E a culpa era sempre dos relógios da cidade que deveriam cumprir a função para qual tinham sido instalados nas torres das igrejas e prédios.

Aconteceu que um dia, sem mais nem menos, nunca mais se falou da tal cidade. Alguns dizem que ela se atrasou tanto nas horas, mas tanto, que ficou ainda mais longínqua, ainda mais esquecida, ainda mais para trás. Perdeu-se no tempo.

E o Mundo? O Mundo, ué, continuou no seu compasso...

3 comentários:

Daniel disse...

Po, Lu, me lembrei da cidade onde eu moro agora, kkkkk.

Gostei muito do texto, tem um quê de algo místico, conto de fadas, rsrs.

Po, Lu, você tem marcação com os sapos e similares, ele nem fazem nada demais, kkkkkk

KahSilva disse...

Lu,retrataste minha vida!!
parece que tô sempre atrasada prá tudo,sempre quando chego já tá todo mundo indo embora.
Lindo teu texto,muito poético.Parabéns pela sutileza das palavras!!
Beijos coloridos!!

Marcelo (Metalian) Matos disse...

HEhe...Pow! Tri legal esse texto. Envolveu até o fim. E o fim eu achei criativo também hehe. Bem tri