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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Meu fim de semana com Madame Bovary.

POST escrito em 17/10/2010 e editado em 05/01/2011.

Você chegou aqui procurando algum resumo ou análise de Madame Bovary? Vou te poupar o trabalho de ler o resto do post: não tem nenhuma análise e nem resumo sobre o livro. Pode ir tentando outro link que você achou no Google.

Então... passei o domingo terminando de ler Madame Bovary. Levei quatro horas para ler a segunda parte, e duas horas e meia para ter a terceira e última parte. Ah, como a Ema/Emma me encheu-o-saco! Mulherzinha insuportável. Porém, sempre me lembrava da profe Bea dizendo que tínhamos que pensar na época em que ela viveu, na criação que ela teve, na condição da mulher... e a raiva da Ema/Emma diminuía - mas só um pouquinho.

Ao mesmo tempo, me deu invejinha da infeliz. Não pelos casinhos idiotas que ela teve com os babacas dos amantes dela. Muito menos por ela ter se casado cedo e com um médico - faça-me o favor! A invejinha tem razão de existir pelo fato de que ela podia andar pelos lugarejos da França de 1800 e pouquinho.

Não me entendam mal: eu não estou dizendo que Madame Bovary é idiota/babaca. Na verdade, eu gostei muito do livro e algumas passagens vão ficar pra sempre comigo. Achei algumas descrições de Flaubert tão perfeitas que quase podia me sentir em determinados lugares, ou vendo determinados objetos. Criei zilhões de representações da casa dos Bovary em Tostes e depois em Yonville (sei lá como escreve, capeta!). Às vezes, as descrições são tão esmeradas que eu cheguei a cansar. Fico triste só de pensar que algumas pessoas deixam de ler o livro até o final porque se cansam - tsc tsc tsc, pobre mundo de 140 caracteres (no qual eu sou viciada, aliás)!

Tem uma parte da história em que Léon fica meio "revôlts" e se cansa da situação... ainda quero tirar uma foto daquela página - claro, não posso deixar de passar essa oportunidade de parecer (eu disse PARECER) intelectual. Assim que der, posto aqui ou no Biblioteca da Lu.

EDITADO 05/01/2011: é essa a parte que eu amei do fundo do meu coraçãozinho. E, depois de tanto pensar sobre, eu finalmente "entendi" a Emma. Ok... Emma era prafrentex mas usar a gíria prafrentex não é ser prafrentex nem aqui, nem em Yonville.

****

No mais, espero que essa droga de eleição passe logo. Pela primeira vez na minha vida de "eleitora", cogito votar em branco. Ou nulo.  Fico puta, porque sou contra desperdiçar o voto. Não aguento mais ter que ficar lendo/ouvindo algumas bobagens de fanáticos partidários, hipócritas religiosos, filhinhos da mamãe/papai e mulheres que precisam citar a opinão dos maridos sobre tudo, inclusive política.

Me desgasta ver tanta bobagem.

Um comentário:

Camila Monteiro disse...

Lu, nunca li esse livro, mas vc me deu mais vontade de ler!!!
Minha irmã leu e disse que era cansativo mas ue valiaa pena!
Vou arriscarentao! Beijao!