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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que aprendi com meus relacionamentos passados...

Todo mundo já respondeu a esta pergunta do Orkut que não quer calar. Seja de forma escrita, seja mentalmente.

Ultimamente eu tenho "analisado muito meu discurso", embora eu ainda não faça a mínima idéia do que consiste uma AD - o que não me impede de divagar sobre o meu próprio discurso... er... tá, chega de divagações.  O que eu vou falar aqui pode parecer direcionado a alguém específico, mas juro de pé junto que não é. Qualquer semelhança é mera coincidência, portanto espero que ninguém leve pro lado pessoal ou ache que eu estou falando de alguém em específico.

O que eu vou tentar dizer em poucas palavras - mas não sei se conseguirei - é que muitas vezes a gente responde a essa pergunta quando ainda estamos profundamente magoados. É por isso que a maioria das respostas a esta perguntem tendem a ser pessimistas. Eu mesma já fiz muito disso. Estamos com raiva, magoados, decepcionados, com dor de cotovelo e querendo machucar o outro ou chamar a sua atenção... e aí escrevemos frases do tipo "aprendi que ninguém presta", ou "aprendi a não acreditar em ninguém", ou até mesmo "aprendi que não vale a pena se esforçar pelos outros", etc, etc, etc.

Acho até normal que pensemos em coisas assim num primeiro momento - aquele em que estamos morrendo de raiva e a ponto de cometer crimes passionais eu exagero - mas essas frases nos fazem parecer duplamente idiotas a medida em que o tempo vai passando.

Primeiro, porque é totalmente "nadaver" pensar dessa forma se o que mais queremos e buscamos na vida é um relacionamento. Nadaver você ter uma frase dessas no Orkut (ora vamos, o Orkut passou a ser uma extensão da nossa vida real, vamos admitir) e estar "namorando" ou "casado". É até falta de respeito com a pessoa que está ao seu lado no momento. Você está dizendo pra todo mundo que não acredita na pessoa que está com você, ou que a pessoa não presta; ou que não acredita mais no amor, mesmo buscando eternamente por ele ou estando envolvido em algum relacionamento afetivo Nadaver!

O que nos leva ao segundo fator que nos faz parecer idiotas ao quadrado: deixar de lado o que realmente os relacionamentos passados têm a nos ensinar e se apegar a sentimentos tão egoístas. Ah, dá um tempo! Alguém quebrou seu coração... ok. Digite a primeira frase revolts quem nunca quebrou o coração de alguém (namorado/a, ficante, amigo, familiar). Dá-um-tempo! Ninguém é 100% ruim ou 100% bonzinho [Ema Bovary c'est moi]. Então acho um desperdício de oportunidade de exercitar o desenvolvimento da inteligência emocional posar de ah-como-eu-sofri-coitadinho-de-mim.

O mundo precisa de mais pessoas com inteligência emocional que saibam entender as suas emoções e a dos outros. Que tenham um pouco menos de auto-piedade, por favor. Pessoas quem saibam entender que não são só magoadas, mas que também magoam os outros.

Enfim, já estou ficando putadacara e meu post logo, logo vai descambar para ataques de chilique e palavrões impublicáveis. Portanto, é melhor eu parar de divagar sobre assunto por aqui.

As pessoas mudam, eu mudo, o mundo dá voltas, os interesses e os objetivos às vezes acabam se distanciando. Algumas atitudes acabam por ajudar/piorar a situação e os sentimentos acabam aumentando/sumindo. Fato.

Então, o que eu aprendi com meus relacionamentos passados é não considerar algo como certo ou eterno. E que o tempo... ah, o tempo! O tempo, se não cura, ajuda muito a amenizar as coisas.

=]

Um comentário:

Bruna Belatriz Brasil disse...

Como diria meu careca favorito (meu professor de toxicologia): DEPENDE!
Eu acho que externar as vezes pode ser bom, é uma válvula de escape para evitar possíveis crimes passionais (digo por experiência própria). Acho que tudo depende da forma como se termina também. Se a pessoa termina de forma amigável e depois se descabela no orkut ela só mostra a verdadeira face pro outro, demonstrando pra esse outro que de fato foi um excelente negócio terminar. Agora, quando o fim é acompanhando de baixarias, do tipo acusações e desculpas esfarrapadas, desabafar pela forma é uma forma muita cortês de dar um tapa na cara no momento. Mas concordo no final, onde você diz que nada é certo, nada é eterno. Como diz uma historinha "nada é para sempre". Beijos e que saudades desses seus posts com divagações hehehe