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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vamos falar de música - parte I ♫♪♫

Vamos deixar claro algumas coisas já de partida... coisas que amigos meus, aqueles que realmente são meus amigos, já estão cansados de saber:


1. Eu, definitivamente, não curto alguns estilos musicais: funk, pagode, axé, sertanejo-romântico-balada-universitário.

2. Hip hop, alguns raps, reggaes e aquelas músicas pop e dance (Gente? Ainda se fala dance? Eu me sinto tão anos 90 chamando essas músicas de dance. Como chama hoje? Techno? Psy? Trance? Ocaralho? ) Eu curto também. Topo, topo, por que não.

3. Mas... Eu gosto mesmo é de rock'n'roll. Algumas vertentes mais, outras vertentes meno, mas o meu negócio é rock'n'roll.


Sobre o primeiro tópico: você provavelmente me verá cantandinho e dançandinho uma ou outra música que pertence a algum desses estilos musicais citados no tópico 1. Quem nunca? Çó dels poderá me jugar, çossiedade! Se você respondeu "eu nunca", então você pode ser o tr00 do próximo parágrafo.


Sobre o segundo tópico: quem foi que disse que a gente precisa ser tr00. Onde é que a tr00zice nos leva, não é mesmo? E olha que eu falo com conhecimento de causa. Eu já fui aquele tipo de pessoa que fazia questão de desdenhar do gosto musical de outras pessoas. E onde é que isso me levou? A nada. Onde é que isso leva as pessoas que fazem isso? A nada. No máximo, a uma satisfação exclusivamente pessoal em se afirmar como melhor do que o próximo - coisa que os seres humanos TEMOS o péssimo hábito de fazer, porque satisfaz nosso ego. Ah, sim... e a fazer com que as pessoas te achem um completo imbecil/chato/babaca/ignorante, uma pessoa com quem é infinitamente torturante manter uma conversa.

E tem outra, né... quem é que disse que somos obrigados a ouvir músicas complexas, profundas e cults o tempo todo? 

Eu tenho que me segurar, de verdade, pra não chegar a rir na cara das pessoas que costumam vir com aquele diálogo do tipo "eu não ligo pra opinião dos outros". Uhum, tá. Essas pessoas também acham lindo compartilhar aquele tipo de coisa "mil namorarão ao teu lado, dez mil casarão bla bla bla, mas tu não serás atingido". São essas pessoas que os "amigos" nunca chamam pra sair, e por isso se sentem forever alone se saber o motivo, coitadinhas. Lógico, né. Quem vai querer estar com uma pessoa preconceituosa, que só abre a boca pra falar que as coisas que você e os seus amigos gostam é um lixo?

Não, eu não tô dizendo que, daqui pra frente, ninguém tem permissão de criticar o meu, o seu, o nosso gosto musical. O que eu tô querendo sugerir, de fato, é que existem "maneiras e maneiras" de conversar (eu disse CONVERSAR) sobre música. Se alguém que você não conhece, ou conhece muito pouco, chega pra você esculachando teu gosto musical, a primeira reação é odiar a pessoa. Agora, se a pessoa escolhe trocar uma idéia com você sobre o teu gosto musical, se ela busca descobrir gostos musicais em comum, AFE NÉ, não tem como não criar pelo menos um pouco de simpatia pela criatura.

E assim é com livros, filmes, programas de TV, religiões...

Sinceramente, é lindo ter uma opinião sobre essas coisas, é lindo ter um gosto formado. A gente não precisa começar a gostar de coisas que não tem nada a ver com a gente. Mas não custa nada ter a atitude adulta de conversar sobre as coisas que as outras pessoas gostam porque NÉ... oi? Ninguém é uma ilha, não somos mais criancinhas que batem o pé no supermercado querendo que a mãe compre ESSE E NÃO AQUELE chocolate. Se bem que... ô época boa aquela em que a gente podia se permitir ser egoísta a ponto de querer que as coisas fossem apenas do nosso jeito, né?

Sobre o terceiro tópico: até gostando de rock'n'roll os tr00s te enchem o saco. Não pode ser "qualquer" rock'n'roll, tem que ser a vertente que o tr00zão ou a tr00zona curte. Como gosto varia de pessoa para pessoa, acabamos tendo o Fulano que defende que o Punk é o melhor tipo de música, a Ciclana que acha que o Gothic Metal é o melhor... e segue infinitamente. Vish, que saco.

Acontece que tem dias que você acorda com raiva da vida, outras você acorda apaixonadinho, e outras vezes você acorda feliz/triste/cansado... cada dia tem uma trilha sonora diferente. Cada dia você ESTÁ diferente. Não consigo entender muito bem aquela galera que adora dizer que tem orgulho de "não mudar", do tipo "goste de mim pelo que seu, não vou mudar por sua causa". Okay, continue assim... e sendo um chato. Acordando todos os dias do mesmo jeito, sempre igual, sempre um tédio... Não precisa mudar de opinião o tempo todo, mas também não precisa ser cabeça-dura. Mas enfim, né... o assunto é rock'n'roll...

E, depois de ter escrito tudo isso, eu lembro que rock'n'roll é sinônimo de rebeldia, de contestação. E sei que algumas pessoas podem usar isso como forma de refutar palavra por palavra da minha pregação sobre tolerância. Mas a gente não pode incorrer no anacronismo de achar que a mesma rebeldia e contestação do rock'n'roll dos anos 50 se aplica em pleno ano de 2012. Naquela época, rebelde era desobedecer pai e mãe e sair dirigindo o cadillac na maior velocidade, pegar na mãozinho do namoradinho, usar saia até o joelho, (sarcasm) olha só que rebelde, né, puxa vida (/sarcasm).

Num mundo onde a maioria das pessoas escolhe ser egoísta e intolerante (PORQUE É MAIS FÁCIL E EXIGE MENOS CONTROLE EMOCIONAL), o tolerante pode ser, talvez the new rebel.

Essa história de música continua em um próximo post...

Um comentário:

Mariana disse...

Me gusta ler sobre música, ainda mais rockn' roll, e aiiinda mais escrito por você hahahahahahaha
Não tenho vergonha de dizer que dancei (e MUITO) "Ai se eu te pego" e "Kuduro" na formatura, ontem.