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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

When I die...

Cês pensam em morte de vez em quando? 

Não aquele tipo de morte estilo "meldels quanto trabalho da facul, do trampo, não vou dar conta QUEROMORRÉÉÉÉÉ". E também não tô falando de suicídio, não. Quero dizer aquela morte a que todos estamos destinados um dia. Um dia a gente vai morrer, é fato. As pessoas evitamos pensar nessas coisas porque não gostamos, porque "chama" essas coisas pra perto da gente, etc. Eu acho que é saudável, psicologicamente falando, pensar sobre isso de vez em quando. Meio que "blinda" a gente pra dor insuportável de perder uma pessoa querida. Meio que "prepara" a gente pra essa hora, que eu espero que demore pra chegar.

Tem algumas coisas que ajudam a consolar nessas horas. Por exemplo, quando meu pai morreu... me consola saber que ele pode ter nos reconhecido na UTI e que o "deus te abençoe" que ele sussurrou foi consciente. Tô nem aí se o médico falou que não era possível. Tô nem aí se vão ficar falando "coitadinha dessa daí, tem que se apegar nessas coisas mesmo nessas horas, deixa ela acreditar que foi consciente". TÔ NEM AÍ. Seria um pouco mais fácil de aguentar a perda se eu tivesse estado mais perto dele antes de ele ter ido pra UTI, se eu tivesse tido a oportunidade de conversar com ele antes da UTI. Também ajudaria muuuito saber que ELE sabia que nós estávamos lá com ele, que ele não morreu sozinho, mesmo dentro das paredes da UTI. Me dói o coração essas mortes dentro de paredes frias. Minha vó morreu em casa,cercada da maioria dos filhos, olha que morte linda? E não me vem com essa coisa de "vixe, Luciana, quanta morbidez..." Ninguém ficou vendo fantasmas da minha vó pela casa por causa disso não, gente, porfa né. Minha vó teve uma morte linda, cercada de gente que ela amava - do jeito dela, né, mas amava. 

Queria que o meu pai soubesse que estávamos lá, que todo mundo que podia estar com ele estava lá, só que do outro lado daquelas paredes. Mas isso eu nunca vou ter como saber. Claro que eu choro por isso, mas não é um choro desesperado não. É só um choro sentido, um choro de saudade. Eu não vou pirar por causa disso. Mas me consolaria mais se eu soubesse que ELE sabia disso.

Por isso que eu decidi que preciso falar umas coisas pra minha mãe e pro meu irmão. Só não sei como falar, porque eu acho que eles vão ficar preocupados, vão ficar achando que eu tô tendo premonições e que quero me despedir. Né nada dessas bobagens não. Eu só quero que eles saibam que na hora da minha morte, é sempre neles que eu vou pensar. Neles e nas pessoas que eu amo ou virei a amar (filhos, amigos, sobrinhos, marido...). Se for uma morte rápida, inesperada, eu quero que eles saibam que nas últimas frações de segundos, enquanto eu tiver consciência do que está acontecendo ou está por acontecer, meus últimos pensamentos vão ser pra eles. Aí, se eu tiver tempo, eu penso em vocês, tá amigs querids?! LOL

Acho que saber disso conforta as pessoas. Não alivia a dor da perda, mas ajuda a superar. Eu acho....

Um comentário:

Mariana* disse...

Minha avó (que morava comigo) morreu na UTI em Cascavel e enquanto ela passava pela cirurgia eu desenhei minha família com um anjo e escrevi que era ela, tempo depois meu pai ligou dizendo que ela tinha falecido. =( Minha mãe tem esse desenho guardado até hoje no meio da Bíblia. Eu tinha 9 anos.
E meu avó (marido dela que eu não cheguei a conhcer) foi velado na sala da minha casa e em por isso vejo ele pela casa HAHAHAHA e durmo no quarto que era da minha avó. (acho que é por isso que durmo melhor lá.)
Enfim, já pensei na minha morte, sim, até em bilhetes suicidas hahahaha (quem nunca?) e penso também nas pessoas que irão no meu velório. Espero que você vá! AOhaoHAOhaoHAOhaoA brinks...