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A obra Vagabond of the Western World de Luciana Alves Bonfim foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em dontfearthereaper1981.blogspot.com.

Desejados!!!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mais do mesmo.

Aí um dia você tá lá fazendo nada e começa a pensar na vida, né. E pensar na vida é sempre deprimente, porque você pode até começar a pensar nas coisas boas da vida, mas sempre acaba voltando seus pensamentos para aquela parte da sua vida que não tá lá essas coisas.

É.

No meu caso, é sempre a vida amorosa desastrosa afetiva. Fico imaginando qual é o meu trauma ou qual foi o meu percurso de vida pra eu sempre acabar voltando pra esse mesmo assunto todas as vezes em que resolvo filosofar a respeito - só terapia resolve?

Ah, cultura, essa vadia sem coração (vamos parafrasear o Sheldon, porque não tá fácio, vio). Por mais que a gente entenda que algumas coisas são socialmente construídas, por mais que a gente saiba que a nossa felicidade não deveria depender de ninguém... por mais que (ad infinitum). A gente é criado ouvindo que tem que casar e ter filhos pra ser feliz, que tem que ter a sua casa e o seu carro com determinada idade. Mas vai dizer isso pra realidade?

Daí entra ano, sai ano e eu vendo as pessoas se encontrando, sendo felizes, se separando e encontrando outras pessoas e sendo felizes de novo. Não devo ser a única pessoa a se sentir assim, mas provavelmente sou uma das únicas pessoas no meu grupo de amigos.  Será que sou eu me boicotando?

E meio que dá um desespero, de novo, por causa da idade, né. A merda do relógio biológico apitando no seu ouvido, só pra variar. E, não adianta, você começa a fazer comparações. Fulana nessa idade tá assim, Ciclana nessa idade tá assado, Beltrana tá daquele jeito. Por mais que eu saiba que, tem horas que é impossível não pensar sobre. Desesperador. De-ses-pe-ra-dor. Além de frustrante por não saber exatamente o que estou fazendo de errado e qual a maneira certa de agir - se é que ela existe, e assustador por não ter nada no horizonte pelo que continuar andando.

Esse desespero, essa frustração, esse medo... eles ficam lá escondidos em algum lugar de mim a maior parte dos dias... Mas tem vezes que esses sentimentos vêm pra superfície e a impressão é de ser uma loser. Tudo isso somado à consciência da passagem do tempo e a insuportável ideia de que as coisas boas vão acabar - faculdade (e quando digo faculdade, não me refiro só à sala de aula, mas às pessoas todas envolvidas), minha mãe, morar com meu irmão... Acho que não cresci. Vish, véi, que dor e que peso no meu coração.

Ao mesmo tempo eu sei que algum mecanismo psicológico que eu desconheço vai entrar em ação e vai me fazer esquecer tudo isso. Pelo menos ao longo da semana. Ou por algum tempo. Vai funcionar como se fosse uma anestesia, e eu nem sei se isso é bom ou ruim, essa maquiagem emocional... Citando Admirável Mundo Novo... os meus ~somas~ particulares. Quem sabe minhas séries ou minhas músicas que ouço no fone de ouvido. Ou a própria Internet. Esses são os meus somas.

Aí ó... tá vendo? Tô aqui divagando e já esqueci  essas bobagens que tanto me chateiam lá de vez em quando.

Um comentário:

Mariana* disse...

É, realmente você não é a única a se sentir assim.
O pior é ser cobrada pelos alunos AND sobrinha de 4 anos. Pode isso?
=(